Carla Bruni-Sarkozy

Não sou de ler revistas que acompanham a vida das celebridades. Nunca gostei, nem mesmo quando arrumei meu primeiro estágio na revista Amiga, da Editora Bloch. Detestava fazer perguntas pessoais e, quando era obrigada a fazê-las, explicava que a redação exigia. Os artistas que eu entrevistava compreendiam.

Os franceses, que sempre demonstraram uma indiferença estóica à vida privada das pessoas, acabaram cedendo à tentação da mediatização da intimidade de seus artistas e autoridades, sendo o presidente Nicolas Sarkozy o personagem em torno de quem giram as mais continuadas fofocas, por conta de seu casamento intempestivo com a cantora e compositora Carla Bruni, três meses após seu divórcio.

Bom, tudo isso para dizer que, embora fugindo das revistas e reportagens mexeriqueiras, eu não resisti e digitei o nome dela no Google.

Grata surpresa. Descobri uma artista talentosa e sensível, um ser humanista e delicado, uma mulher assumidamente frágil, que parece ter identificado no presidente turbinado o seu ideal de homem.

Abaixo, vídeo da música Quelqu'un m'a dit (Alguém me disse), título de seu primeiro CD, em que a bela italiana assina a autoria de letra e melodia da quase totalidade das canções. 

O próximo disco será lançado em 21 de julho, mas Carla já disse que só vai voltar aos palcos quando seu marido deixar a presidência. O mandato presidencial na França é de cinco anos. Se ele for reeleito, como sói acontecer...