La vie est belle !
(de l'étonnement d'être vivante)


Feira do livro de Frankfurt 2008

Pra quem gosta de livro, a Feira de Frankfurt é “o lugar”. Trata-se da maior feira de livro do mundo – este ano, 7.373 expositores de mais de 100 países apresentaram 402.282 produtos. O país convidado de honra foi a Turquia, que levou à feira 250 autores e 100 editoras.

 

Mas o grande tema foi, sem dúvida, a edição digital. Dos 2.500 eventos realizados durante os 5 dias, 400 foram dedicados ao livro eletrônico e seus suportes. O stand da Sony foi um dos mais visitados. O exemplar do e-reader passava de mão em mão, todos querendo tocar a pequena curiosidade. 

 

 

A Amazon também estava presente com seu Kindle, que foi apresentado apenas para quem tinha credencial de editor. Nem um nem outro estavam à venda. O representante da Sony me informou que seu reader será lançado na Alemanha somente em 2009. Já os franceses poderão comprá-lo a partir do dia 25 de outubro, na Fnac.

 

Eu visitei o stand do Brasil, conversei com representantes de editoras brasileiras. Estive também nos stands de Estados Unidos, Inglaterra, França, Israel e, claro, Turquia. Dois dias, obviamente não são suficientes para fazer todo o salão.

 

Quem sabe eu volto o ano que vem para ver os outros. A feira do livro de Frankfurt 2009 acontecerá de 14 a 18 de outubro. A convidada de honra é a China.



Categoria: Livros
Escrito por Teresa Abreu às 14h07
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Eu vou

Feira do Livro de Frankfurt

"Desde o seu início que essa feira não é alemã, mas internacional. Ela está por acaso em Frankfurt, mas o setor adotou este lugar, se sente bem aqui. Acho que a tradição colabora para isso."

Jürgen Boos
Diretor da Feira do Livro de Frankfurt

Brasil que Lê - Agência de Notícias



Categoria: Livros
Escrito por Teresa Abreu às 18h44
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O futuro do livro está chegando

Eu me lembro bem como e quando nasceu minha paixão pelos livros. Por ocasião da minha primeira comunhão, minha mãe me deu de presente o meu primeiro livro. Eu peguei o pequeno volume, abri, e só voltei a mim quando cheguei à última página. Da estória já não tenho a mais remota lembrança, mas nunca esqueci a sensação que tive ao terminar a leitura: eu me dei conta de que tinha me evadido, tinha viajado, não tinha sentido o tempo passar. Eu achei aquilo mágico e, desde então, tornei-me uma devoradora de livros. Primeira providência: inscrevi-me na biblioteca da escola pública onde estudava, na Tijuca. Toda quarta-feira (como é que eu consigo lembrar essas coisas?), eu ia à biblioteca deixar um volume em troca de outro. Ia na estante de tarja azul marinho: contos de fadas.

Depois, comecei a comprar fascículos de enciclopédia e livros infanto-juvenis que se vendiam nas bancas de jornais, quinzenalmente. Rato de livraria, descobri uma coleção de não sei mais qual editora chamada Literatura do Mundo. Iniciei-me nos escritos de autores americanos, franceses, ingleses, japoneses. Com o amplo, geral e irrestrito apoio do meu pai, que financiava a farra literária.

Mais tarde, passei a apreciar também a leitura de biografias. Gostava de ver como tinha sido a formação de grandes personagens da história (David Ben Gurion, Anuar Sadat, Winston Churchill, Julio César, Getulio Vargas...)

E os romances... ah... gosto até hoje. Melhor ainda se for romance histórico, do tipo que ambienta os personagens num espaço/tempo definido. A obra em negro e Memórias de Adriano, ambos de Marguerite Yourcenar, são nessa linha. Como vários que li recentemente e cujos comentários estão postados neste blog.

Para mim, livro é uma paixão definitiva, inquestionável. Paixão que agora adquire a forma do século XXI. Faz duas semanas comprei o livro Gutenberg 2.0 - le futur du livre. Trata-se de um ensaio sobre o que o autor chama de a segunda revolução do livro, bem entendido que a primeira foi o advento da impressão, pelas mãos de Gutenberg, no século XV.

Além de retraçar a história da escrita desde que o homem habitava as cavernas, o autor aponta o que espera os leitores do futuro – ou do presente, se se considerar toda uma geração que já nasce lendo na tela do computador e do telefone celular. Os periféricos para leitura de livros eletrônicos (ebooks), os chamados e-readers, são objeto de intensas pesquisas de aperfeiçoamento pelas grandes empresas de TIC (tecnologias da informação e da comunicação). O ponto fraco, hoje, é sobretudo o conteúdo. As grandes editoras ainda não se decidiram pela comercialização do ebook, paralelamente ao livro em papel. No entanto, alguns sites em português se dedicam exclusivamente à venda de livros eletrônicos, como o Viciados em livros. O Project Gutenberg tem títulos em várias línguas.

O reader da foto abaixo é comercializado na França e acaba de ter seu preço rebaixado em 60 Euros para fazer face à entrada no mercado, no próximo dia 23 de outubro, do leitor da Sony, que já faz o maior sucesso nos Estados Unidos. A engenhoca não cansa a vista, pois não é iluminada como a tela do computador, se assemelha a uma folha de papel (e-paper), pesa menos de meio quilo e armazena até 300 livros. Você carrega a sua biblioteca dentro da bolsa! Já pensou? Eu não, mas já estou encantada. Vai ser, com certeza, o meu presente de Natal. E eu ainda voltarei ao assunto.



Categoria: Livros
Escrito por Teresa Abreu às 19h17
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Insônia

Na madrugada de sábado para domingo eu acordei às 4 horas e perdi o sono, o que é inabitual. Depois de rolar para os lados sem conseguir conciliar o sono, me acalmei e deixei meu pensamento vaguear.

Do nada,  veio-me à memória um fato ocorrido nos anos 80, do qual já não tinha a menor lembrança.

Eu morava no Rio, meus filhos eram bebês e eu estava desempregada. Materialmente não me faltava nada, mas eu estava insatisfeita. Religiosa desde criança, sempre fui de falar com Deus, como quem conversa com a mãe, o irmão, o amigo. Mas um dia, enjoei, tive a impressão de que estava jogando palavras ao vento. Então, sentei-me na beira da minha cama, de frente para o guarda-roupa duplex, e falei em voz alta: “Deus, hoje é a última vez que estou orando. Nunca mais vou fazer isso, porque acho que estou falando com as paredes. E também, nunca mais vou ler a Bíblia. Porque eu não sinto que você esteja me vendo e me ouvindo. Então, eu vou abrir a Bíblia agora pela última vez, e se você não me disser que me ouve ou me vê, eu vou colocá-la para sempre na parte de cima do guarda-roupa.”

E abri a Bíblia aleatoriamente. Pousei o dedo e li o versículo 9 do Salmo 94: “Acaso aquele que formou o olho, não veria? E o que criou o ouvido, não ouviria?”

Adormeci meditando na estranheza de tal recordação.



Categoria: "Conta as bênçãos"
Escrito por Teresa Abreu às 23h37
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Meu perfil
Moro na França, onde trabalho para o Governo brasileiro. Gosto de livros, arte e cultura. Sou jornalista, escritora, fotógrafa e especialista em Relações Internacionais

 

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