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O poder da arte
Do meu humilde ponto de vista, não existe nada mais misterioso do que a manifestação artística. Para mim, a arte é a salvação da humanidade, é o que nos diferencia das bestas. Pois se uma parcela da raça humana tem uma tendência à animalidade, existe uma outra categoria de gente violentamente atraída pelo belo, pelo inefável. Camille Claudel foi um desses pára-raios do sublime. Suas esculturas, em mármore, bronze, gesso, terra cozida, estão em exposição até 20 de julho no Museu Rodin, em Paris.
Fiz questão de dar nome aos materiais que ela utilizava para explicar meu sentimento frente ao seu extraordinário trabalho: ao lado da técnica, perfeita, Camille se doava tão intensamente, que esses materiais, em princípio pesados, inanimados, são impregnados de sentimento. A escultura que ilustra este post é A valsa. Os corpos, as expressões dos rostos, a suavidade dos toques, a intensidade da entrega mútua do casal é tangível no bronze. Se isso não é alquimia, dê-me uma explicação para o fenômeno que é dar vida, paixão, alegria, abandono, desespero, enfim, uma alma, à matéria fria e dura.
Eu não consegui conter as lágrimas diante dessa escultura.
Escrito por Teresa Abreu às 23h44
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La vie
La vie est une chance, saisis-la
La vie est beauté, admire-la
La vie est béatitude, savoure-la
La vie est un rêve, fais en une réalité
La vie est un défi, fais lui face
La vie est un devoir, accomplis-le
La vis est un jeu, joue-le
La vie est précieuse, prends en soin
La vie est richesse, conserve-la
La vis est amour, jouis-en
La vie est mystère, perce-le
La vie est promesse, remplis-la
La vie est tristesse, surmonte-la
La vie est un hymne, chante-le
La vie est un combat, accepte-le
La vie est une tragédie, prends-la à bras le corps
La vie est un bonheur, mérite-le
Là ou est la vie, défends-le
Meu sentido adeus a Violette Lombard,
transbordante de charme e de doçura,
que nos deixou para sempre
Escrito por Teresa Abreu às 15h13
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Ratos no inconsciente
Muitas coisas lhe povoam o pensamento. Uma certa paranóia toma-lhe a mente de assalto. E se estivesse rodeado de olheiros, sanguessugas, ratos de porão que espreitam para comer-lhe as carnes?
Como discernir o olhar prolongado daquele homem que sem abrir a boca diz-lhe assim mesmo mil palavras impronunciáveis? Como interpretar o andar da magricela empertigada, com boca de papagaio e olhos de águia, mau humor (e mal de amor) à flor da pele sobre os ossos? E as palavras que lhe são dirigidas, educadas, geladas, comedidas a não mais poder...
Vai pro mar, vai pro vento, vai pro week-end de morfedose. Que viver está muito complicado e não se encontra explicação pra tudo. Aliás, não há explicação pra nada, se é que alguma coisa é explicável.
Resta-lhe a intuição de que vão lhe arrancar o couro, as vísceras, a alma.
Categoria: Miniconto
Escrito por Teresa Abreu às 14h38
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Quem são,
Quem são vocês, que povoam minhas vigílias, meus sonhos,
meu álbum de fotos virtuais?
Eu os olhos todos e não reconheço ninguém
Eu me olho entre todos e não me reconheço também
Quem são,
Quem são vocês, que me abrigam em suas vigílias, seus sonhos,
em seus álbuns de fotos virtuais?
Vocês me olham e não me reconhecem em ninguém
E quando se olham não se reconhecem também
Você e eu,
nós somos os famosos quem?
Pouco importa, não me interrogue, não se esforce
E não reconheça também
No álbum de fotos virtuais
As vigílias e os sonhos de alguém.

Escrito por Teresa Abreu às 19h51
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Vivendo e aprendendo
Fui com meu chéri assistir ao Festival de Artes Marciais de Paris-Bercy. Quando ele me convidou, torci o nariz. Ele insistiu. Resolvi acompanhá-lo, sob a alegação de que eu não poderia dizer que não gosto de algo que não conheço.
O festival foi um histórico das lutas marciais de vários países, desde os tempos imemoriais. Teve até Jiu-jitsu brasileiro! Algumas lutas são engraçadas, como o Combate Russo, em que eles dançam, dançam, dançam, e depois se estapeiam; outras, como o Haidong Gumdo (sabre coreano), são de uma estética irrepreensível, quase mística.
Eu aprendi muito e, lógico, adorei.
Escrito por Teresa Abreu às 10h27
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