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Não é o máximo?

Plantar uma árvore, ter um filho, escrever um livro. Carlos Drummond de Andrade achava que um ser humano deveria cumprir essas três etapas para deixar a marca de sua passagem pela Terra. Quando meu primeiro filho tinha três anos, eu plantei dentro de um xaxim um grão de feijão para distrai-lo, porque chovia e ele estava impaciente. Todos os dias nós íamos regar o pé de feijão que crescia, crescia, crescia... e nos rendeu 120 belos grãos de feijão preto.
Hoje eu me tornei autora, e a capa do primeiro livro publicado com textos de minha autoria é esta aí. Por que Letras Mínimas? Porque são o resultado de um concurso de que participei, de minicontos e haicais. Inscrevi três dos minicontos que já estão publicados neste blog: Cuatro piernas y un corazón... partido, Nada e Espelho mágico. É uma obra coletiva, portanto. Mas é o meu primeiro livro, quand même.
Dá para imaginar a minha ansiedade para ter nas mãos esse recém-nascido, não é?
Escrito por Teresa Abreu às 21h08
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Feliz Natal

Mônica Schoenacker/UOL
Tomando emprestadas as palavras de um amigo que sabe das coisas, desejo-lhes um Natal com muito Menino Jesus no coração e pouco papai noel.
Escrito por Teresa Abreu às 11h18
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O corredor
Ele atravessa o corredor apressado e alheio, olhos vidrados, murmurando de si para si: “preciso ir” - e vai. Aparenta ser o mais equilibrado, sempre sorridente e simpático com todo mundo. Praticante de sua religião, ele acha que sua fé o protege.
Duas ameaçam se suicidar. Uma chora o tempo todo, anda para cá e para lá com a mochila pendurada nas costas. Às vezes grita, sozinha, "não, não, não", e sai correndo. A outra já não chora, secou por dentro e por fora, e tem o olhar siderado, como se estivesse drogada. Talvez esteja. Balança a perna nervosamente e contorce as mãos sem descanso. A sua cabeça pende para a esquerda enquanto arrasta os pés pesadamente.
Tem uma terceira, que não fala nada. Passa o tempo todo trancada na penumbra. Pisa forte quando anda, carregando o corpo crispado. Parece um galo de briga, sempre empertigada. E o seu olhar é uma ameaça.
A porta está sempre aberta, de modo que todas as palavras, todos os gestos, todos os odores adentram o ambiente. Às vezes o movimento é intenso, mas não é garantido que eles se percebam. As risadas histéricas e as frases incompletas não quebram o silêncio do corredor.
Escrito por Teresa Abreu às 16h06
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I like London in the rain
Um fim de semana em Londres, e você tem a sensação de que teve um mês de férias, tamanha a diferença entre esses dois países tão próximos e tão distantes. Revi três amigas muito queridas e, dentre os lugares exóticos que visitei, nada pode se comparar a Waxy O´Connor´s London, antiga igreja anglicana, transformada em filial de um badalado pub irlandês.

Definitivamente, os britânicos vêm de outro planeta. Nem os franceses, nem ninguém, vão compreendê-los jamais.

É amar ou amar.
Escrito por Teresa Abreu às 15h02
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Chove sem parar

Il pleut, il pleut
N’arrêtera-t-il plus de pleuvoir?
A vrai dire, de mon côté,
peu importe qu´il pleuve ou pas
car avec ou sans la pluie
puisqu´il fait beau dans mon coeur
mon âme s´envolera
Escrito por Teresa Abreu às 18h50
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