La vie est belle !
(de l'étonnement d'être vivante)




 C'est écrit

Paroles: Francis Cabrel. Musique: R.Secco, M.Françoise 1989 "Sarbacane"
© Chandelle productions
autres interprètes: Hélène Ségara, Les Enfoirés, Pascal Obispo ("Dernière édition avant l'an 2000" des Enfoirés, 1999)

Elle te fera changer la course des nuages,
Balayer tes projets, vieillir bien avant l'âge,
Tu la perdras cent fois dans les vapeurs des ports,
C'est écrit...
Elle rentrera blessée dans les parfums d'un autre,
Tu t'entendras hurler "que les diables l'emportent"
Elle voudra que tu pardonnes, et tu pardonneras,
C'est écrit...
Elle n'en sort plus de ta mémoire
Ni la nuit, ni le jour,
Elle danse derrière les brouillards
Et toi, tu cherches et tu cours.
Tu prieras jusqu'aux heures ou personne n'écoute,
Tu videras tous les bars qu'elle mettra sur ta route,
T'en passeras des nuits à regarder dehors.
C'est écrit...
Elle n'en sort plus de ta mémoire
Ni la nuit, ni le jour,
Elle danse derrière les brouillards
Et toi, tu cherches et tu cours,
Mais y a pas d'amours sans histoires.
Et tu rêves, tu rêves...
Qu'est-ce qu'elle aime, qu'est-ce qu'elle veut ?
Et ses ombres qu'elle te dessine autour des yeux ?
Qu'est-ce qu'elle aime ?
Qu'est-ce qu'elle rêve, qui elle voit ?
Et ces cordes qu'elle t'enroule autour des bras ?
Qu'est-ce qu'elle aime ?
Je t'écouterai me dire ses soupirs, ses dentelles,
Qu'à bien y réfléchir, elle n'est plus vraiment belle,
Que t'es déjà passé par des moments plus forts,
Depuis...
Elle n'en sort plus de ta mémoire
Ni la nuit, ni le jour,
Elle danse derrière les brouillards
Et toi, tu cherches et tu cours,
Mais y a pas d'amours sans histoires.
Oh tu rêves, tu rêves...
Elle n'en sort plus de ta mémoire
Elle danse derrière les brouillards
Et moi j'ai vécu la même histoire
Depuis je compte les jours...
Depuis je compte les jours...
Depuis je compte les jours...



Escrito por Teresa Abreu às 01h14
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Almoço de domingo

Não é segredo para ninguém a importância de que goza a cozinha na vida francesa. Os franceses, em geral, não se sentam apressadamente à mesa para uma refeição rápida. Imagina, então, o que é o almoço do domingo. Num país em que as lojas não abrem neste dia da semana, e os trabalhadores vão às ruas para exigir que permaneçam fechadas, a manhã de domingo é um dos momentos mais importantes para o comércio ligado à alimentação. Um povo que tem fama de reclamar de tudo, faz fila calmamente em peixarias, açougues, padarias, lojas de doces (patisseries), queijos, vinhos, mel, frutas, legumes e até flores.

Regra número um: os ingredientes são comprados frescos, no dia mesmo da preparação, e não é raro ver famílias inteiras flanando de loja em loja, decidindo cada etapa da refeição.E aí entra a regra número dois: as compras são feitas nessas pequenas lojas “especializadas”, que vendem mais caro do que nos supermercados, certo, mas quem se importa, se tudo vem direto do produtor?

 

Eu já aderi ao costume: o queijo da "minha" fromagerie não se compara a nenhum produto vendido nas prateleiras refrigeradas dos supermercados. Fora que a dona da loja me sugere novas opções, me oferece um goûter, indica o melhor vinho para acompanhar o queijo, comenta o tempo, enfim, estabelece uma ligação. E eu volto, francesamente, no domingo seguinte, faça chuva ou faça neve.

 



Escrito por Teresa Abreu às 11h57
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Dando voz ao inexprimível

Cântico negro

José Régio

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!



Escrito por Teresa Abreu às 15h08
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Vivendo e desaprendendo

Quanto mais avançava em idade e mais experiências acumulava, mais e mais sem motivação se sentia para continuar acreditando no mundo, no seres humanos, na vida. Aos 16 anos, quis se dedicar à vida religiosa e grande parte da sua frustração com o que de ordinário excita as pessoas é que estabeleceu para si um ideal de vida elevado demais para os padrões sociais, políticos, ideológicos, e mesmo morais, do mundo em que vivia. Sonhou com a vida sustentada por valores para os quais a sociedade não estava apta.

Várias décadas depois, constata que nada e nem ninguém conseguiu preencher o vácuo que o sonho não realizado deixou dentro do seu coração. Ainda que tenha projetos, faça muitos planos, tente abrir portas, no fundo, o que procura é se refugiar dentro do seu convento imaginário, para se evadir, para escapar, para preservar a mente da loucura.

Porque tem medo de enlouquecer.



Escrito por Teresa Abreu às 00h01
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Brincadeira legal

Você conhece o mapa do Brasil? Teste aqui os seus conhecimentos, e depois deixe uma mensagem falando quantos pontos fez.

Visitando o orkut da Sarah Faillat, eu descobri um site que mostra os horários em várias cidades do mundo. Ri um bocado ao pensar que, com uma diferença de 11 horas entre a França e o Havaí, essa foto, que mostra o dia amanhecendo e banhando de sol as flores que fotografei no verão no Bois de Vincennes, foi feita enquanto a Sandrinha estava se preparando para ir dormir.  



Escrito por Teresa Abreu às 21h21
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Comecei a ler Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking. Leitura instigante, dessas que enche a cabeça da gente de perguntas cujas respostas são improváveis, senão impossíveis. O que mais me incomoda na teoria científica é que tudo não passa de hipótese, mas a mídia divulga cada nova hipótese como a definitiva certeza. Como esta não é jamais garantida, resta um aprendizado simples, mas benfazejo: o da infinita insignificância e pequenez do homem diante dos mistérios do Universo, o que realça a boçalidade de tantos egos inflamados que povoam nosso planela.

 

Talvez a melhor solução seja a alienação, pela qual optei, muito antes de pensar em ler esse livro. Há quase um ano entrei numa fase de depressão, que foi tratada, mas que deixou seqüelas: eu me desinteressei pela maioria dos assuntos de ordem política nacional e internacional, guerras, rumores de guerras e seus salamaleques diplomáticos. Ou seja, eu dei as costas ao grand monde, que foi desde sempre o meu campo de trabalho. Não quero mais saber. Minhas leituras e minhas atividades atuais versam sobre literatura, poesia, música, dança, cinema, fotografia, exposições, culinária, jardinagem, ou seja, arte e cultura, mas sem militância.

 

Dizem que estou virando uma chef, mas também uma dedicada jardineira de balcão.

 

No parapeito da janela da cozinha eu tenho: verbena, tomilho, manjericão, cebolinha, hortelã e morangos. O coração está bem mais feliz.



Escrito por Teresa Abreu às 10h45
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Meu perfil
Moro na França, onde trabalho para o Governo brasileiro. Gosto de livros, arte e cultura. Sou jornalista, escritora, fotógrafa e especialista em Relações Internacionais

 

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