Après le crash de Sao Paulo, le gouverneur appelle à "la réduction immédiate du trafic" de l'aéroport
Le Figaro 23/7/07
Brésil : chaos dans le transport aérien
Quatre jours après le crash de São Paulo, une défaillance technique a désorganisé le trafic aérien
Les Echos 23/7/07
Brésil : Retour de la pagaille aérienne malgré l'annonce d'un plan d'urgence
Radars en panne, brouillard, etc... les ennuis continuent de s'accumuler dans le ciel brésilien, après le tragique accident d'un Airbus de TAM à Sao Paulo. Lula a annoncé une série de mesures pour faire face à la crise du système de transport aérien
La Tribune 23/7/07
Plusieurs vols annulés après la panne d'un radar au Brésil
Deus não está contra mim. No entanto, algo muito sério, que eu ignoro, fez com que Ele respondesse às minhas orações no sentido oposto do que eu esperava. Um choque, pois o que eu pedia é muito importante para mim, visceral mesmo.
Fiz um pacto com Deus há alguns anos. Eu Lhe disse: "Senhor, não sou mulher de ficar na janela vendo a banda passar, sou de ação. Então, vamos combinar: eu vou botar a mão na fechadura para abrir as portas que eu quiser. As que o Senhor achar que eu posso abrir, por elas vou passar. Quando não quiser que eu passe, simplesmente feche a porta. Vou entender e aceitar." E assim tem sido. Muitas coisas eu consegui na vida graças a essa ousadia de ir onde eu só me julgava capaz de penetrar porque tinha o aval de um amigo todo-poderoso. Outras eu perdi, chorando às vezes, mas cumprindo sempre a minha parte no trato: sem revolta. Verdade que toda vez que Deus me fecha uma porta, logo em seguida me dá uma espécie de “compensação”, com uma coisa inusitada e que nunca tinha passado pela minha cabeça.
Well, desta vez eu estou no chão. Os acontecimentos me pronunciaram um irrevogável NÃO!, para o qual está muito difícil dizer amém, porque vai de encontro à minha própria natureza. Aceitar o veredicto do meu protetor onisciente é como virar inimiga de mim mesma. Não tenho escolha. Confio na Sua soberania e me curvo, ainda que profundamente triste (mas não deprimida), à Sua vontade.
Tango na beira do Sena, espetáculo à parte no verão parisiense
Vent - Direction : 11 km/h - W Humidité : 68% Point de rosée : 11 °C Pression atmosphérique : 1013.21 mb
Estava eu, tranquilamente, lendo um livro e ouvindo Richard Wagner. Até que cheguei ao Prelúdio a Tristão e Isolda, sob a direção de Toscanini. Impossível continuar a leitura: este trecho exige dedicação de sentidos outros que a audição. Coração em êxtase, olho pela janela. Cai uma chuva fina. Embalada pelos acordes wagnerianos, reflito que uma música dessa só poderia mesmo ter sido criada na Europa, onde faz frio até no verão. É música para se ouvir em ambiente fechado, acústico, as notas musicais se encadeando com tanta perfeição que eu inconscientemente páro de respirar, talvez para não atrapalhar. Então, o ar me falta e eu sou obrigada a sorver um bocadão. Dói o peito, a visão embacia, mas os ouvidos, atentíssimos, ajudam-me a manter a consciência. Deixo o livro de lado e, enquanto vou voltando, escrevo este post.
Hoje tirei o dia para passear pelos blogs com link aqui no meu. Meu chefe está viajando e o vice, também. Sem culpa, portanto. Fazia tempo que não visitava meus amigos virtuais. Em alguns não deixei comentário porque no computador do trabalho não tem som e eu não sei o que dizem os filmes.
Encontrei no imBLOGlio carioca um teste para avaliar o quanto eu sou viciada na blogosfera. O resultado está aí em cima. Não vou contestar: estou sentada diante do computador desde as 10 horas da manhã, clicando e comentando, com o iPod grudado no ouvido esse tempo todo. Haja Amy Winehouse, Mika, Leonard Cohen, Gotan Project, Orquestra del Tango de Buenos Aires e Norah Jones, não necessariamente nesta ordem.
Sou uma mulher que teve poucos homens. Os que tive, porém, foram os bons. Perdi contato com alguns, pois a vida me levou por caminhos nunca dantes imaginados, mas tive a chance de reencontrar dois deles durante a minha estranha quarentena no Rio.
Nada como o recuo do tempo para termos uma idéia do que significou a nossa passagem pela vida de uma pessoa, as impressões deixadas, o fruto da semente plantada. Concluí que esses relacionamentos, há muito terminados (com um eu tinha 19 anos e com o outro, 31), “deram certo”. Porque esses homens me revelaram, despretensiosamente, os sentimentos que abrigaram em relação a mim, as marcas deixadas, as lembranças que guardaram. E o enorme carinho com que me tratam. Ouvi muitas coisas bacanas.
Eu me sinto duplamente orgulhosa: primeiro, por poder me ver de uma maneira tão positiva através dos olhos de antigos amores, o que não é pouca coisa. Normalmente, quando um relacionamento amoroso termina, só conseguimos enxergar os defeitos da pessoa que nos deixou ou que nós deixamos. Aquelas qualidades que nos atraíram desaparecem como que por encanto. E ficam a mágoa, o ressentimento, a frustração, às vezes até o ódio. Na França tem uma música cujo refrão diz que les histoires d’amour finissent mal, en général (em geral, as histórias de amor acabam mal). Há exceções.
Meu segundo motivo de orgulho é por constatar que eu soube escolher homens generosos. Os bons. O que eles me deram não tem preço: um retrato de mim mesma que me deixou uma sensação de tranqüilidade em relação ao que eu estou fazendo com a minha vida, meus valores, meus amigos e meus amores. Por essas e outras, minha estada no Rio, mais do que férias necessárias, foi uma cura para a minha alma.
Moro na França, onde trabalho para o Governo brasileiro. Gosto de livros, arte e cultura. Sou jornalista, escritora, fotógrafa e especialista em Relações Internacionais