La vie est belle !
(de l'étonnement d'être vivante)


Nada como um dia após o outro, 2

Janela do meu quarto, hoje / Vue de la fenêtre de ma chambre, aujourd'hui

 

A mesma janela, em fevereiro / La même vue, en Février

Em outubro / En Octobre



Escrito por Teresa Abreu às 06h02
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DNA visual
 
 


Escrito por Teresa Abreu às 06h41
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Nada como um dia após o outro

Janela do meu escritório, hoje / Vue de la fenêtre de mon bureau, aujourd'hui

A mesma janela, em dezembro / La même vue, en Décembre



Escrito por Teresa Abreu às 19h10
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Me, myself and Teresa

Puxei a idéia lá do blog da Yvonne. É mais uma daquelas listas de auto-exposição. Talvez eu goste de publicá-las para que as pessoas que me lêem saibam que por trás de um nome que circula na blogosfera existe um ser humano cheio de sentimentos. Não deixa de ser um registro da minha passagem pela vida. 

Eu acho: o ser humano muito complicado

Eu quero: paz e amor

Eu tenho: a impressão de que não vou agüentar

Eu odeio: me sentir presa

Eu sinto saudade: do jornalismo e do Rio de Janeiro

Eu escuto: Amy Winehouse e Norah Jones (no momento)

Eu cheiro: o vinho, antes de prová-lo

Eu (não) imploro: nada a ninguém

Eu procuro: refúgio na oração

Eu me pergunto: qual é o sentido da vida

Eu (não) me arrependo: de nada

Eu amo: os meus filhos

Eu sinto dor: física quando me ferem os sentimentos

Eu me importo: com o sofrimento humano

Eu sempre: estou com um livro na mão

Eu não fico: indiferente ao sofrimento ao meu redor

Eu acredito: em Deus

Eu danço: tango

Eu canto: no banho

Eu choro: ao ver telejornais

Eu falho: nos relacionamentos com os homens

Eu luto: contra a depressão

Eu escrevo: para desabafar

Eu ganho: um bom salário para fazer um trabalho frustrante

Eu perco: a paciência facilmente

Eu nunca: escondo ou disfarço as minhas emoções

Eu normalmente sou encontrado: no trabalho

Eu sou: visceral

Eu fico feliz quando: estou com os meus amigos

Eu tenho esperança: de que o Rio de Janeiro vai voltar a ser uma cidade maravilhosa

Eu espero: não perder a lucidez

Eu preciso: de férias



Escrito por Teresa Abreu às 14h12
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Moi, moi-même et Térésa

 

Je trouve : l'être humain très compliqué

Je veux : la paix et l’amour

Je ressens : une impression, celle que je vais craquer

Je haïs : la sensation d’être mise au placard

J’ai la nostalgie : du journalisme et de Rio de Janeiro ! 

J'écoute : Amy Winehouse et Norah Jones (à ce jour) 

Je sens : le vin avant le goûter

Je ne demande : rien à personne

Je cherche : sérénité dans la prière

Je réfléchis : au sens de la vie

Je (ne) regrette : rien

J'aime : mes enfants

Je souffre : physiquement quand on me blesse sentimentalement 

Je m'inquiète : de la souffrance humaine

J'ai toujours : un livre dans la main

Je ne suis pas : indifférente à la souffrance qui m’entoure

Je crois : en Dieu

Je danse : le tango argentin 

Je chante : le matin sous la douche

Je pleure : en regardant les journaux télévisés

J’échoue : dans mes relations avec les hommes

Je lutte : contre la dépression

J'écris : pour me soulager

Je gagne : un bon salaire pour faire un travail frustrant

Je perds : rapidement patience

Je ne cache pas : mes émotions

Je me trouve : souvent au bureau

Je suis : viscérale

Je suis heureuse : avec mes amis

J'ai l’espoir : de voir Rio de Janeiro redevenir la ville merveilleuse qu’elle a été

J'espère : conserver ma lucidité

J'ai besoin : de grandes vacances



Escrito por Teresa Abreu às 14h11
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Espelho mágico

Tente retroceder, para ver se consegue descobrir o momento em que você transpôs o espelho e, sem se dar conta, passou para o lado da fantasia. Me surpreende a sinceridade com que você acreditou que o seu sonho era a vida real. Contou para os amigos, compartilhou alegrias, nos transportou às nuvens. Até que o seu personagem, não suportando mais o seu papel, jogou uma pedra no espelho mágico.

Quebrado, estilhaçado.

Você não estava preparado para acordar, e agora encontra-se preso nesta parede, sem conseguir encontrar a saída. Há frio e escuridão e desolação aí dentro. O seu personagem, de insustentável que era, desmanchou-se no ar. E a sua crueldade é tão refinada que até parece que você virou personagem de novela.

Como você fez para entrar aí? Em que momento embarcou? Qual foi a conjuntura física, psicológica, emocional e neurológica que propiciou a abertura da janela para a dimensão paralela? Sem respostas, você continua tateando os seus muros sombrios, até encontrar o caminho de volta.

  

clique na foto

Miroir magique

Fais un effort pour te rappeler, pour essayer de trouver le moment où, sans t'en rendre compte, tu as transposé le miroir, et tu es passé dans le monde de la fantaisie. C´est surprenant la sincérité avec laquelle tu as cru que ton rêve était réel. Tu as partagé ta joie avec les amis, en nous transportant vers les nuages. Jusqu'à ce que le personnage, ne supportant plus son rôle, a jeté une pierre sur le miroir magique.

Cassé aux éclats.

Tu n'étais pas prêt pour le réveil et maintenant tu te trouves emprisonné dans ce mur, sans trouver la sortie. Il fait froid là-dedans, et il y a de l’obscurité et de la désolation. Le personnage, insoutenable comme il était, s'est défait au contact de l'air. Sa cruauté est si raffinée que l’on dirait que tu es devenu un personnage de feuilleton.

Comment as tu fait pour entrer là dedans ? A quel moment as tu franchi le pas ? Quelle a été la conjoncture physique, psychologique, émotionnelle et neurologique qui a rendu propice l'ouverture de la fenêtre vers la dimension parallèle ? Sans réponses, tu continues à cogner tes murs sombres, à la recherche du chemin de retour.



Escrito por Teresa Abreu às 19h12
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Eu queria ter um corpo de água

Porque eu preciso me derramar

E me escorrer rapidamente

Para dentro de um buraco que me dê refúgio,

Sossego, e quem sabe, também,

Um pouco de aconchego

 

Je voudrais être un liquide

Pour pouvoir me renverser

Et couler rapidement

Vers un puit qui me donnera de l'abri,

De la sérénité et peut-être aussi,

Un peu de protection



Escrito por Teresa Abreu às 14h38
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Wake up alone

Amy Winehouse é uma jovem cantora londrina que possui uma voz impressionante, motivando comparações com Erykah Badu e Lauryn Hill.

A formação musical de Amy passou, sem dúvida, pelo jazz e pela audição das suas cantoras sagradas – Ella Fitzgerald, Dinah Washington, Sarah Vaughan e Billie Holiday. Mas não se deteve aí, antes sofrendo a contaminação da música popular urbana sua contemporânea.

Amy Winehouse é o link autorizado entre essas duas estéticas temporais e a sua escrita (Amy é compositora da maioria das letras de seu álbum) um compromisso feliz entre o jazz tradicional com perfume anos 40 e a dureza das letras inspiradas na realidade quotidiana. (texto de Otavio Rilke)

 

It's okay in the day I'm staying busy
Tied up enough so I don’t have to wonder where is he
Got so sick of crying
So just lately
When I catch myself I do a 180
I stay up clean the house
At least I'm not drinking
Run around just so I don't have to think about thinking
That silent sense of content
That everyone gets
Just disappears soon as the sun sets

He gets fierce in my dreams sees in my guts
He floats me with dread
Soaked in soul
He swims in my eyes by the bed
Pour myself over him
Moon spilling in
And I wake up alone

Regardless of my heart
I'd rather be restless
The second I stop the sleep catches up and I'm breathless
As this ache in my chest
As my day is done now
The dark covers me and I cannot run now
My blood running cold
I stand before him
It's all I can do to assure him
When he comes to me
I drip for him tonight
Drowning in me we bathe under blue light

His face in my dreams seizes my guts
He floods me with dread
Soaked in soul
He swims in my eyes by the bed
Pour myself over him
Moon spilling in
And I wake up alone



Escrito por Teresa Abreu às 22h34
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Memoráveis noites parisienses

 

Na rua Vinícius de Moraes, no Rio, tem um bar que hoje se chama Garota de Ipanema. Conta a lenda – e talvez seja verdade – que era daquele bar que Vinícius e Tom Jobim viam passar “a caminho do mar” Heloísa Pinheiro, musa inspiradora da bossa-nova mais tocada mundo afora. No 6º arrondissement de Paris o café Les Deux Magots foi imortalizado pela fama de seus freqüentadores, entre outros, os ícones do existencialismo francês, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Em Munique, Alemanha, a cervejaria Hofbräuhaus viu nascer o partido Nazista, embalado pelos inflamados discursos nacionalistas de Hitler, que incendiaram toda a Europa.

 

Essa pequena digressão serve para dizer que, embora eu não seja uma celebridade, também tenho o meu bar-fetiche. É no Fumoir, no 1º arrondissement, que eu me reúno com freqüência com quatro jornalistas brasileiros que conheci na blogosfera: FL, Jussara Nunes, Mário Camera e Marilane Borges. Já tentamos combinar de nos encontrarmos em Montmartre, naquele bar onde foi filmado Amélie Poulain; já pensamos também em fazer um tour pelos bares dos quartiers residenciais de cada um, mas nada resultou. Como moramos em lugares diferentes, e o Fumoir está localizado num ponto central da cidade, é para lá que sempre acabamos indo. E agora decidimos que não vamos mais procurar outros. No nosso último encontro, eu comentei que no futuro, quando contarmos as nossas memórias, mencionaremos o Fumoir. Se essas memórias não forem relatadas somente para os netos, se por acaso virarem livros, certamente haverá brasileiros que quererão conhecer o bar, assim como hoje os americanos que leram Sartre vão ao Les Deux Magots e os britânicos que visitam a Provence procuram os restaurantes mencionados no livro One year in Provence, do inglês Peter Mayle.

 

O Fumoir é bar e restaurante, mas o seu grande charme é a biblioteca. Você pode pegar um livro na estante e ficar lá a tarde inteira lendo e sendo servido pelos garçons. Quando chegar a hora de ir embora, se você não tiver terminado a sua leitura, pode carregar o livro, com a condição de que tenha levado de casa um outro, para deixar em troca. 

 

Por sugestão de F, aí vão as coordenadas do bar:

Le Fumoir
Endereço: 6, rue de l’Amiral-Coligny, 75001 Paris
Telefone: 01 42 92 00 24
Horários: aberto todos os dias das 11 às 2 da manhã
Metrô: Louvre-Rivoli, linha 1
Site: http://www.lefumoir.com



Escrito por Teresa Abreu às 07h34
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Enfim, juntos

Era sábado e chovia em Paris, o que significa cinemas lotados. Fila descomunal, lá estava eu no meio da multidão. Quando cheguei no guichê, o rapaz disse "Bonjour, Ensemble, c'est tout". Dei risada: "Por que você acha que eu vou assistir a este filme?" - Porque todas as mulheres estão vindo assisti-lo. "Ah, bon?" A mulher que estava atrás de mim deu o dinheiro a ele sem sequer abrir a boca, só fez sim com a cabeça.

É verdade, Enfim, juntos é uma estória de amor, ou melhor, uma estória de amores. Nada a ver, porém, com romance no sentido tradicional: um homem, uma mulher e um final feliz. São outros amores, de pessoas que tinham tudo para dar errado e, no entanto, acertam. Dois homens e duas mulheres, mas a grande dupla amorosa do filme são as duas mulheres. Foi a opção do diretor, pois no livro, que li recentemente, a autora Anna Gavalda desenvolve mais os outros relacionamentos.

Assim que me sentei na poltrona, pus-me a observar a gente que chegava, para ver se realmente o público era tão feminino assim. Exagero daquele moço. Como eu ando muito muito muito sensível, senti meu rosto esquentar e as lágrimas me subiram aos olhos. É que não paravam de chegar moças de mãos dadas com senhoras e rapazes apoiando idosas em seus braços. Tinha mesmo uma mocinha (esta aí, que eu fotografei na saída do cinema) toda preocupada em acomodar a cadeira de rodas da sua velhinha. Para mim, foi a parte mais bonita do filme.

Quando passar aí no Brasil, vá vê-lo. E se você ainda tiver a sua avó, leve-a.



Escrito por Teresa Abreu às 07h16
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Meu perfil
Moro na França, onde trabalho para o Governo brasileiro. Gosto de livros, arte e cultura. Sou jornalista, escritora, fotógrafa e especialista em Relações Internacionais

 

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