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Bastaaaaaaaaaaaaa!!!
Depois de vários dias sem ler jornais, por recomendação médica, resolvi "folhear" as páginas eletrônicas de O Globo e Le Monde.

Comunidade do Orkut
Como eu simplesmente não consigo ficar sem ler, me ataquei à leitura de Enfim, juntos, estória da "teoria do dominó às avessas: ao invés de se derrubarem, os personagens se ajudam e se levantam mutuamente", segundo a contra-capa da edição em francês, Ensemble, c'est tout.
Também, tive ontem o privilégio de assistir pela segunda vez ao filme Du rouge sur la croix, belíssima biografia romanceada do suíço Henry Dunant, idealizador da Cruz Vermelha e ganhador do primeiro prêmio Nobel da Paz, em 1901. Está bem, confesso que chorei (como da primeira vez), mas agora de constatar que, sim, existem seres humanos que fazem de sua passagem pela Terra um evento inesquecível.
É a essa raça que, modestamente, eu quero pertencer.
Escrito por Teresa Abreu às 12h38
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Memória de minhas putas tristes
Um dos melhores livros que li nos últimos tempos.
Atualização em 23/02 para responder a Mel: O livro é uma celebração à vida, contada com humor fino, através da estória de amor entre um jornalista de 90 anos e uma prostituta de 14.
Para mim, que estou atravessando um período de depressão, a leitura deste livro teve o mesmo efeito benfazejo do lítio que o médico me receitou.
E mais não falo.

Escrito por Teresa Abreu às 10h13
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Pró-idade


Hoje, como todo 16 de fevereiro, estou apagando velinhas. É... estou ficando "coroa".
Meu Deus, me ajude a chegar lá como estas mulheres da campanha Pro age, da Dove.
Diga lá: elas não são maravilhosas?
Atualização em 19/02
As comemorações foram distribuídas pelas minhas quatro "tribos". Sim, DO, teve bolo, na delegação. O embaixador mandou apagar a luz para cantar parabéns. Tive que soprar a velinha. Maior mico! Mais tarde, fui tomar um drink com uns blogueiros brasileiros que passaram do virtual para o real. Lá pelas tantas JP me pegou no café e fomos assistir à apresentação de uma escola de samba do Rio. Finalmente, no sábado, almocei com meus amigos do tango.
Yes, eu agora tenho amigos e amigas franceses!!! Ano que vem vou juntar todo mundo num festão.
Escrito por Teresa Abreu às 13h07
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Preciso dizer mais alguma coisa?
Escrito por Teresa Abreu às 07h24
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Atualização em 13/02: Eu também estou participando da blogagem coletiva proposta pela Meiroca, em luto pela morte monstruosa de João Hélio, no Rio.

Liberati | jbonline
Os ombros suportam o mundo
Carlos Drummond de Andrade
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. És todo certeza, já não sabes sofrer. E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança. As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda. Alguns, achando bárbaro o espetáculo prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação.
Escrito por Teresa Abreu às 19h15
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Eu estou sozinha dentro de um TGV (o trem-bala aqui da França) sem condutor. Ele desce, desgovernado.
Não consigo ver nada através da janela, tamanha a velocidade. Nunca imaginei que uma máquina pudesse correr tanto assim, sem levantar vôo. Ele desce, desgovernado.
Eu não sinto medo, apenas assisto ao espetáculo, o sangue circulando nas veias à mesma velocidade do trem, e prevejo o fim inapelável dessa corrida vertiginosa. Ele desce, desgovernado.
O trem parou. "Por que parou? Parou por quê?" Pela janela, eu vejo o grande deserto siberiano.
O TGV parou.
Escrito por Teresa Abreu às 09h37
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