La vie est belle !
(de l'étonnement d'être vivante)


Enquanto Houver Sol

Titãs

Composição: Sérgio Britto

Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida

Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho

Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde Deus colocou

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol

Para ouvir a música, clique no título Enquanto houver sol.

Está muito difícil, ultimamente, gozar a paz. Não sei quanto a você, mas eu não consigo ser feliz lendo jornais e assistindo a telejornais. E, no entanto, eu não posso deixar de fazê-lo. A menos que decidisse pedir demissão do meu trabalho e mudar-me para uma ilha deserta.

 

O que é essa loucura desenfreada que estamos assistindo todos os dias, em vários cantos do mundo? Essa cegueira coletiva para os valores de preservação da vida e da civilidade?

 

Desejar feliz ano novo nesta época do ano é uma praxe. E todos nós queremos felicidade. O problema é que queremos só para nós, e não nos apercebemos de que a felicidade é um estado coletivo. Eu não posso ser feliz se não me preocupo com a felicidade do meu próximo, e não estou me referindo aos meus familiares. Estou falando daquele mendigo na rua para quem nunca olho; estou falando daquele parlamentar ladrão e safado cujo impeachment não exijo; estou falando do caos que se instalou na minha comunidade e contra o qual não reajo.

 

Estou falando de falta de espírito comunitário em nível local, de falta de patriotismo em nível nacional, em falta de humanidade em nível mundial. Estou falando de egoísmo profundo, auto-destrutivo e destruidor. Damos de ombros, cruzamos os braços e abrimos a boca para fazer acusações, c’est tout! Desse jeito, não teremos um feliz 2007. E é o que todos queremos, e, na verdade, precisamos. Desesperadamente.

 

Precisamos de paz, amor, alegria, respeito, consideração, esforço, ação, esperança, vontade, perspectiva de vida. E isso depende de cada um de nós. Então, o que desejo para você e para mim, para o novo ano, é coragem para acreditar que sim, nós podemos mudar o mundo. E sim, nós vamos mudá-lo.



Escrito por Teresa Abreu às 11h00
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Repetindo o post

 

Como já deu pra perceber, estou sem tempo para postar. A razão é justificável: tenho a companhia do meu filho somente uma vez por ano e aproveitar é preciso. Então, estou repetindo o post do ano passado, aproveitando para desejar a todos os que visitam este blog um super maravilhoso Natal ao lado dos seus queridos.

 

 

Sol parado

 

Para quem mora acima da linha do Equador, a noite de 21 de dezembro é a mais longa do ano. Neste dia, o Sol está na distância angular máxima ao Sul do Equador celeste, parecendo parar na esfera celeste. Os raios solares incidem mais obliquamente sobre a superfície do hemisfério Norte da Terra, de forma que o calor é menor. Esse dia é denominado Solstício de inverno (solstício significa sol parado, em latim: solstitium). A partir daí, os dias voltam lentamente a ficar claros por mais tempo. Esse fenômeno astronômico, que não tem nada a ver com crendices ou magias, deu origem a lendas, superstições e festas, entre elas, o Natal cristão.

 

Muitos povos do passado celebravam neste dia o nascimento de um novo ciclo do Sol sobre o planeta; as civilizações antigas consideravam o Sol o Filho da Luz. Os druidas, sacerdotes celtas, comemoravam a fertilidade e muitas virgens escolhiam a data para perder a virgindade. Os egípcios praticavam rituais de magia invocando a fertilidade de suas terras. Entre os asiáticos, o Solstício representava Deus na Terra, que trazia para a humanidade o Sol, seu filho.

 

Nos primeiros séculos da Era Cristã, o Natal não existia: a Igreja celebrava somente a Ressurreição de Cristo, na Páscoa. As primeiras comemorações do nascimento de Jesus surgiram no século IV, quando o cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano. A festa do Natal se apropriou das datas das Saturnais, festa religiosa romana que celebrava o início do reinado de Saturno, deus das sementes e da agricultura, em 21 de dezembro; e também da festa persa que homenageava o jovem deus Sol Invicto, que renascia em 25 de dezembro.

 

Pelo processo de sincretismo, Jesus foi identificado como a  “Luz do Mundo” e o “Sol da Justiça”, para melhor assimilação dos novos convertidos. E pensar que tudo começou porque os homens tinham medo do escuro...



Escrito por Teresa Abreu às 09h12
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O poeta é um fingidor?

A filhinha e o filhão chegaram, cada um proveniente de um canto do mundo. A árvore de Natal está montada, o aquecimento central, ligado no máximo. Por mais linda e iluminada que esteja a cidade para o Natal, o sofá da sala é de um apelo tentador. Ô vontade de ficar espichada, mergulhada num bom livro.

Esta semana li Fio, de Mariza Tavares. São poesias em que uma mulher se revela tão despudoradamente, que você fica pensando: "Será que a poeta viveu tudo isso? E se viveu, como teve coragem de contar?" Pas question de obter certezas. A própria autora se encarrega de confirmar suas dúvidas, no penúltimo texto:

"O que eu escrevo é a vida real:

metade verdade

metade mentira.

E a gente perde um tempo enorme

tentando descobrir o que é o quê."

Recomendo. As mulheres vão se identificar algumas vezes; os homens poderão se surpreender.

Sol de inverno



Escrito por Teresa Abreu às 15h05
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Morta de cansaço

Se alguma mãe for como eu, por favor, me console. Eu estou um lixo. Passadas 12 semanas da estada da filhinha em Londres, a escola fecha para o recesso de fim de ano. A bonitinha conseguiu juntar tanta tralha em tão poucas semanas, que lá fui eu com uma mala vazia ajudá-la a voltar a Paris. Será normal? Conversando com Ahmed, o contínuo da delegação, antes da viagem, ele me disse a frase seguinte: "as mães brasileiras são como as mães árabes. Vocês paparicam os filhos e os tratam como crianças, mesmo que eles já tenham mais de 30 anos."

Eu estou cansada e chateada. Dessa vez fui de avião a Londres, por pura ignorância. Essa época do ano é péssima para voar. O Norte da França está em alerta laranja há várias semanas por causa dos ventos fortes. Ontem teve um tornado no Norte de Londres, bem na hora em que eu e a filhinha estávamos na rua, mas nós só soubemos do que se tratava bem mais tarde (estávamos no Noroeste da cidade e tivemos de entrar numa loja, porque o que pensávamos que era apenas o vento nos empurrava para trás e me impedia de respirar). Várias casas foram destelhadas e muitos pobres - lógico, sempre os pobres - ficaram desabrigados. Passou isso na televisão no Brasil?

Para ir, enfrentei um atraso de duas horas e meia por causa do mau tempo, e para voltar, tive a sorte de ter um atraso de «apenas» uma hora. Sem falar, como bem lembrou a Maria Augusta, da turbulência. De fato, o avião sacudiu bastante, mas eu passei por uma pior, na Cordilheira dos Andes, voltando de Quito a Brasília.

Pelo mesmo motivo, os trens também estão atrasados, pelo menos, os que circulam no Norte do país. Alguém aí no Brasil está reclamando dos atrasos nos vôos? Ahahahahahah. Aqui está igualzinho.



Escrito por Teresa Abreu às 19h59
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Blogagem coletiva

Moda é passageira, personalidade é tudo!

Agora é moda
Rita Lee - Lee Marcucci

Agora é moda, sair nua em capa de revista
Agora é moda, pichar a vida de artista
Agora é moda, bionicar o corpo inteiro
Agora é moda, culpar o mercado estrangeiro
Dance, dance, dance - Dancei!

Agora é moda, poupar dinheiro pro futuro
Agora é moda, pegar alguém pulando o muro
Agora é moda, acontecer uma tragédia
Agora é moda, a inquisição da Idade Média
Dance, dance, dance - Dancei!

Agora é moda, matar pra não morrer de fome
Agora é moda, chauvinista pra ser homem
Agora é moda, ter vocação pra ser famoso
Agora é moda, saber que dói mas é gostoso
Dance, dance, dance - Dancei!

Agora é moda, economizar a gasolina
Agora é moda, coroa e cara de menina
Agora é moda, tentar salvar a natureza
Agora é moda, achar que tudo é uma pobreza
Dance, dance, dance - Dancei!

Agora é moda, chorar de tanto dar risada
Agora é moda, morrer na curva de uma estrada
Agora é moda, ser o dono da verdade
Agora é moda, dizer que amor não tem idade
Dance, dance, dance - Dancei!

Agora é moda, bancar o fino e educado
Agora é moda, dançar pra não ficar parado
Agora é moda, fazer novela de vanguarda
Agora é moda, chegar depois da hora marcada
Cheguei!
Dance, dance, dance - Dancei!



Escrito por Teresa Abreu às 11h06
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Meu perfil
Moro na França, onde trabalho para o Governo brasileiro. Gosto de livros, arte e cultura. Sou jornalista, escritora, fotógrafa e especialista em Relações Internacionais

 

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