La vie est belle !
(de l'étonnement d'être vivante)


Meus pensamentos

Outro dia respondi a um e-mail de Lino Resende dizendo que, embora eu me considere uma intelectual, também gosto de praticar esportes. Disse-lhe que cuido igualmente dos meus neurônios e meus músculos. Depois, fiquei pensando que faltou algo. Sou uma pessoa holística, ou seja, acredito na interação da nossa tridimensionalidade: corpo, mente e espírito. Já disse mais atrás que sou religiosa. Filha de pai católico e de mãe protestante, eu fui batizada nas duas modalidades de cristianismo e não vejo discrepância entre elas. Como não vejo incompatibilidade entre a cultura e a fé, o palpável e o imponderável, o revelado e o oculto.  Resumindo, leio, faço ginástica e vou à igreja, tudo com a mesma paixão.

Sou deslumbrada com a mente humana. Não encontro nada mais perfeito, maravilhoso e misterioso.  Quando estive em Atenas, só faltei me curvar diante dos vestígios de uma civilização tão sensível ao belo, ao estético, ao físico.  Isso, para falar só dos monumentos, sem mencionar o legado na política e na filosofia. Também, experimento sempre um transportamento ao ouvir uma peça de Mozart, ao ler uma estória bem narrada, ao ver uma pintura. E inúmeras, incontáveis manifestações da genialidade humana espalhadas pelo planeta.

Genialidade que serve para o bem e para o mal. Como não ficar boquiaberta com a ilimitada capacidade do ser humano para a destruição? Como não me espantar com essa tendência inconsciente de nos comportarmos como se fôssemos durar para sempre? Sim, porque muitas de nossas ações decorrem do fato de que não temos a expectativa de que a nossa passagem pela Terra é limitada e... curta! Não vivemos em função da morte. Ao contrário: vivemos em função da eternidade.

Por isso, tenho muita dificuldade para compreender a relação corpo/mente/espírito. Acho estranhíssimo que tanto refinamento intelectual e esse sentimento inerente de perenidade estejam confinados em um corpo feito de carne, sangue, ossos, músculos, nervos, gordura, vermes, bactérias. Enquanto a mente caminha para a plenitude, o corpo, inversamente, marcha para a decrepitude. Totalmente incoerente. Assim, na minha perplexidade, e impulsionada por um anseio atávico por unidade, eu me cuido por inteira. Completando o que disse no início, alimento os neurônios, exercito os músculos e cultivo o espírito.

Você também pensa essas coisas?



Escrito por Teresa Abreu às 14h23
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Mulheres

 

O capítulo 13 do livro que estou lendo, Almost French, é dedicado às francesas (les françaises). Juro que fiquei triste. Sarah Turnbull relata sua dificuldade para fazer amizade com as mulheres em Paris e conclui, desanimada: elas são muito diferentes de nós. “Nós” são todas as outras mulheres do planeta. Ela assumia como uma falha pessoal o fato de não conseguir estabelecer amizade com nenhuma mulher francesa, sendo todas as suas amigas expatriadas, como ela.

 

Well, well, well... competição entre mulheres não é exatamente uma novidade para as brasileiras. Nós também temos medo de apresentar nossos homens às amigas. Tem até uma frase que os homens gostam de dizer (“mulher de amigo pra mim é homem”), cuja versão feminina andou circulando na Internet, provocando muita risada por parte das mulheres: “marido de amiga pra mim é... homem”.

 

Quem não tem uma estória para contar de uma amiga que tentou (e às vezes conseguiu) carregar o seu namorado? Só eu, que nunca fui tão namoradeira assim, tenho três (corrigindo, quatro), sendo que uma delas é a minha própria irmã. Por sorte, os ditos-cujos não sucumbiram aos cantos das sereias (no máximo um beijinho, mas juram que se arrependeram, quando me contaram a tentativa de sedução). 

 

Apesar de tudo, como eu sinto falta de uma amiga. Precisava ver como eu estava feliz em agosto, quando passei as férias de verão com a Vera na Grécia (escrevi sobre a Vera no post de 24 de fevereiro, olha lá).

 

Pelo jeito, um dos meus votos de Ano Novo, feito no post de 7 de janeiro, “ter pelo menos uma amiga em Paris”, não vai se realizar. Bem, embora pareça desnecessário, pelo próprio teor do post, faço questão de acrescentar que eu nunca dei em cima de homem de amiga nenhuma! Mesmo assim, sofri muita discriminação por parte das amigas quando me tornei uma mulher separada. Na boa, que inveja da amizade entre os homens!

 

Nóis é phoda!!!



Escrito por Teresa Abreu às 16h27
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Fotos noturnas

Eu e a filhinha na Abadia de Westminster

Vista da janela do meu quarto, às 21 horas. O fog não era em Londres?

Mas a minha favorita é esta



Escrito por Teresa Abreu às 20h17
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Outono literário

Passado mais um mês de estada da filhinha em Londres, lá fui eu novamente para um fim de semana com ela. Dessa vez, meu approach com a cidade foi mais amistoso. Adorei passear pela Oxford Street hiper-decorada para o Natal; fui à feira de Notting Hill; fiz mais fotos, desta vez à noite, mas estou ficando muito exigente: publiquei poucas no fotoblog, porque, no geral, não as considerei boas.

Na semana passada, visitando blogs, acabei caindo em um onde achei um link para o livro Almost French: a new life in Paris, de Sarah Turnbull. Se eu comprasse o livro pela Amazon, ia demorar vários dias para chegar, e eu ainda ia pagar frete Londres-Paris. Se fizesse encomenda expressa, para entregar em Londres no sábado, pagaria o dobro. Achei-o na Waterstone's da Oxford Street. Comecei a lê-lo no trem de volta, ontem de manhã, e até agora não desgrudei dele.

O livro conta a epopéia de uma jornalista australiana que veio a Paris passar uma semana com um paquera francês e acabou casando e ficando por aqui. A percepção que ela tem da França e dos franceses, sobretudo dos parisienses, é de chorar de rir. Estou quase na metade das 310 páginas e em vários momentos me identifiquei com ela.

Lembra daquele post em que eu dizia que queria conservar meus novos amigos franceses? Pois é, a moça também passou muuuuuuuuita solidão antes de ser aceita pelos amigos de seu marido. Só lamento não ter tanta disponibilidade para bater perna e descobrir os recônditos da cidade. Estou aqui há dois anos e meio e o trajeto diário de casa ao trabalho ainda enche meus olhos. Eu sempre fico maravilhada com a arquitetura dessa cidade, cuja beleza não me cansa nunca. Esse foi um dos motivos que me levaram a preferir o ônibus ao metrô. Debaixo da terra você perde um espetáculo ininterrupto.

Não quero dizer com isso que trocaria a minha vida pela dela, pois estou aqui a trabalho, e não me agradaria uma experiência aventureira. Pelo menos, não num momento em que sou a responsável pela formação universitária de meus filhos.

Como jornalista, aprendi a importância de ouvir sempre os dois lados. Então, na mesma livraria comprei um outro livro, que já estou ansiosa para começar a ler: Touché: a French Woman's Take on the English, de Agnès Catherine Poirier. Acho que vou gostar muito de ver Londres através dos olhos de uma parisiense.

Assim, envolvida com essas leituras de cunho fratricida (porque a australiana é percebida pelos franceses dentro do conjunto dos anglo-saxões), vou percebendo o outono parisiense, em que o dia escurece por volta das 17 horas e o frio avança insidiosamente.

15º arrondissement de Paris



Escrito por Teresa Abreu às 17h25
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De reis e castelos

 

Saía eu de casa hoje de manhã, rumo ao trabalho, quando meu celular tocou. Era a filhinha, na maior excitação, querendo me contar que viu a rainha Elizabeth II ontem, na estréia do novo James Bond em Londres. E que a rainha também a viu e deu tchauzinho pra ela. Dei risada.

 

Ri, sobretudo, porque vinha pensando em escrever sobre a realeza. Estive no Val de Loire no sábado passado, também chamado “Vale dos reis”, pela quantidade nada desprezível de castelos ao longo do rio, que serviram de habitação de veraneio para diversos reis da rica história da França.

 

Château de Chenonceau 

 

Que o Loire seja o rio mais extenso da França, que seja bordejado por castelos magníficos, que seus vinhos sejam renomados mundo afora, tudo isso é interessante saber, mas o que eu quero destacar é a atração que exerce sobre nosso imaginário o mundo de reis e rainhas, príncipes e princesas, sejam eles encantados ou não.

 

Crescemos ouvindo as fábulas maniqueístas de fadas, bruxas e sapos travestidos de nobres. Depois de adultos, uma linha da psicanálise nos convida a reinterpretar nossos sonhos, fantasias, fobias e neuras a partir de contos medievais, habitados por personagens da realeza e outros não tão nobres assim, porém repletos de simbolismos psicológicos.

Château de Chambord

Não tenho nada a concluir sobre essa breve reflexão. Apenas destacar o enorme afluxo de turistas nesses castelos, interessados em desvendar os mistérios dos reis por intermédio da exposição das camas onde dormiam, seus objetos de caça e de uso pessoal, seus escritórios, as jóias das rainhas (que são reproduzidas e podem ser compradas nas lojas dos castelos), salões de baile, e até mesmo as cozinhas onde eram preparadas suas refeições.

 

De volta aos tempos modernos, fiquei bem impressionada ao ver na televisão o ator Daniel Graig, súdito de Sua Majestade, e a atriz francesa que interpreta a nova bondgirl, fazendo reverência diante de Elizabeth II. Os ingleses continuam tendo adoração por ela, a despeito do episódio nefasto da demora em prestar homenagens oficiais por ocasião da morte da princesa Diana, o maior ícone da realeza moderna, como relatado no filme The Queen, que bateu recordes de bilheteria por todo o Reino Unido. O rei não morreu, viva o rei!

 

Reuters 

 

Mais fotos dos castelos no fotoblog.



Escrito por Teresa Abreu às 15h07
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De perto, ninguém é normal

O dito do título deste post, pode ser que alguém não saiba, é do meu queridíssimo Caetano Veloso. Não que eu o conheça pessoalmente (quem me dera!) não passo de uma tiete. Mas a frase diz tudo.

Desde que recomecei minhas aulas de tango, conheci três pessoas, que espero saber preservar : Didier, Gabrielle e Christian. Todos "anormais". Como eu, lógico.

Cada um tem sua esquisitice: Gabrielle é psiquiatra, seu maior pavor é ter um de seus pacientes como parceiro de dança e fuma maconha antes da prática, para relaxar, imagino. Didier carrega um capacete sobressalente no porta-mala de sua moto e oferece carona para as "coleguinhas". Eu teria aceito sua carona hoje, não fosse a descoberta fortuita de William, que me obrigou a ficar mais tempo do que o previsto no baile após a aula, visto que Monsieur é um pé-de-valsa (ops!!! existe pé-de-tango???) como poucos.

Quanto a Christian... Nas aulas, normalmente o professor manda changer de partenaire (trocar o par). Por uma dessas químicas da vida, há 14 dias eu e Christian dançamos super-bem juntos, o que nos surpreendeu, visto que somos, os dois, principiantes. Na semana seguinte, há sete dias portanto, eu o encontrei no ônibus e ele simplesmente fingiu não me reconhecer. Não fiz por menos: puxei conversa pelo caminho e ele, muito sem graça, disse não ter hábito de falar com "estranhos" na rua . Mencionou que Gabrielle o esperava. Gabrielle, a psiquiatra, é uma figura magnífica. Carismática, atrai para si todas as atenções e evolui num mundo todo seu. Naquele dia bizarro o professor mandou changer de partenaire mais do que nunca e o pobre Christian não dançou uma só vez com sua Gabrielle, que fez a festa com todos os que tiveram o prazer de sua companhia.

Hoje, no intervalo entre a aula e a prática, Gabrielle e eu não desgrudamos, o que provocou os ciúmes de Didier, que tem sido meu partenaire desde a minha estréia. Quando nos viu conversando animadamente e trocando telefones, perguntou: "Alors, vous vous donnez de rendez-vous, les filles?" (Então, meninas, vocês estão marcando um encontro?) Ele acreditava ter adquirido alguma «exclusividade» sobre mim, apesar de eu ter prevenido com antecedência de que o homem comanda a mulher ............... SÓ NO TANGO! Quanto a Christian, que não quer perder Gabrielle, quando a viu tão próxima de mim, tratou logo de me tascar dois beijinhos e conversar comigo como se me conhecesse desde criancinha.

Bem, o que quero dizer é que meu domingo chega ao fim de uma maneira engraçada e prazerosa. Como disse no início, espero saber preservar essas pessoas que estão chegando na minha vida. Porque, por mais que viver em Paris tenha o seu charme, fazer amizades aqui não é coisa simples.

E que Deus nos abençoe a todos nessa semana que se inicia. Voilà.



Escrito por Teresa Abreu às 20h46
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Aquecimento do planeta

No 29 de outubro, depois de cumprir meu dever (não direito, uma vez que o voto é obrigatório) cívico na Embaixada do Brasil, fui ao cinema ver Uma verdade inconveniente. Apesar de Al Gore  não conseguir disfarçar sua veleidade à vaga de representante do Partido Democrata nas eleições presidenciais norte-americanas, o que ele expõe ali é a pura verdade: o aquecimento do planeta vai produzir, nos próximos 40 anos, uma devastação para a qual não encontro adjetivos. Fiquei consolada ao saber que os americanos, os maiores poluidores do planeta, estão lotando as salas de cinema para ver esse filme.

Dois dias depois, ainda sob o impacto das cenas animadas sobre a inundação do litoral de diversas partes do mundo, inclusive o Brasil, pelo aumento do nível do mar, assisti ao documentário Vu du ciel  (Visto do céu) na France 2. A partir de então, passei a tomar banhos rápidos e fechar a torneira enquanto ensabôo a louça. Também, levo meu carrinho ao supermercado, para não precisar usar sacolas plásticas. 

Ontem estava começando a folhear a edição nº 42 da revista Veja, quando me deparo com a entrevista, nas páginas amarelas, com o cientista inglês James Lovelock, que lançou o livro A vingança de Gaia, no qual explica que "o aquecimento global já passou do ponto sem volta" e que o planeta "se vingará" da espécie que o está destruindo. Ou seja, os seres humanos. Ele disse que, por volta de 2050, somente haverá no planeta 20% da população atual (6 bilhões de habitantes), aqueles que conseguirem migrar para as regiões mais frescas, como o Pólo Norte. O restante morrerá de fome. O Brasil, segundo seus prognósticos, será inabitável, devido ao calor e à seca.

Hoje de manhã, antes de vir para o trabalho, estava ouvindo no rádio que o último debate entre os pré-candidatos do Partido Socialista às eleições presidenciais pontuou suas posições sobre a futura política ambiental da França. Na Inglaterra, Tony Blair tem batido exaustivamente na tecla da necessidade de medidas severas e urgentes para desacelerar o aquecimento do planeta.

De acordo com as fontes acima mencionadas, a situação é dramática. E o Brasil? Qual é a discussão no Brasil sobre este assunto que toca a sobrevivência dos nossos filhos? Eu estou assustadíssima. 



Escrito por Teresa Abreu às 10h48
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Contra a censura na Internet

 

 

Você que tem blog está sendo convidado a participar, nos dias 7 e 8 de novembro, do movimento criado pela associação Repórteres sem Fronteiras contra a censura na Internet. Segundo a organização, 13 países vigiam e censuram o que seus cidadãos publicam na Rede. Atualmente, mais de 60 blogueiros estão presos pelo mundo afora pelo que escreveram em seus sites.

 

 Acesse o site de Repórteres sem Fronteiras no banner aí no lado direito e clique no lugar indicado para fazer desaparecerem os buracos negros. Os buracos negros correspondem aos países onde os blogueiros sofrem ameaças. Cada clique representa um voto.

 

Todos os votos contabilizados ajudarão a dar legitimidade à denúncia de Repórteres sem Fronteiras contra as ações de países que censuram o que deveria ser um espaço de liberdade.

 

A liberdade de expressão não é um luxo. É um direito de todos!



Escrito por Teresa Abreu às 15h07
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Orgulhosa

Aos poucos, a tal da HTML (Hypertext Markup Language) vai desvendando seus mistérios para mim. Há alguns meses até comprei o livro HTML pour les nulls, que não me foi de muita serventia, pois eu sou nulle mesmo! Mas eu não sou mulher de desistir, e olha só, estou conseguindo mexer no template e personalizar meu blog. Coloquei minha foto no alto da coluna à direita, adicionei links para páginas que considero importantes compartilhar, aprendi a pôr e tirar linhas e espaços. Estou orgulhosíssima.

Bom... já que o post é de exibicionismo, vou me expor mais um pouco. Denise Arcoverde, do blog Síndrome de Estocolmo propôs uma lista que está circulando na blogosfera e resolvi aderir. Eu sou assim... também.

What to Wear: vestidos e saias, mesmo no inverno parisiense, que não é dos piores não, verdade seja dita.

What NOT to Wear: jeans para trabalhar. Nunquinha.

What to Shoe: botas de cano alto.

What to Bag: bolsas grandes e da mesma cor das botas. No fim-de-semana, uma de lona, mais descontraída.

What to Denim: uma Alexandre Herchcovitch muito estilosa, com os bolsos traseiros em forma de coração, e outra de uma butique de Brasília que tem uma enorme e super-sexy Isabella Rossellini em silk-screen na perna direita.

What to Makeup: quando me mudei para Brasília uma amiga me aconselhou usar base para proteger a pele da seca do Centro-Oeste. Me acostumei, e agora não saio de casa sem base, rímel e batom.

What to Accessory: cintos grandes, colares, mas também cachecóis combinando com as boinas.

What to Jewelry: um anel de pérola que ganhei da minha mãe quando tinha 15 anos. Precisei trocar a pérola e o anel continua lindo.

What to Fragrance: no verão usei Hypnôse, da Lancôme. Agora que o frio chegou, voltei ao meu indefectível Jean-Paul Gautier.

What to Hair: castanho escuro da Garnier, que os cabelos brancos insistem em proliferar. E Kérastase, para proteger minhas madeixas tinturadas.

What to Eat: adotei a mania francesa: 5 porções de frutas e legumes por dia. A pele agradece.

What to Drink: vinho, água, café e chá, não necessariamente nesta ordem.

What to Bargain: não é meu estilo. Tenho vergonha e pena de obrigar o vendedor a baixar o preço de seu produto. Se eu achar caro, simplesmente não compro.

What to e-Bay: acho super-prático comprar pela Internet. Compro livros, passagens de avião e de trem, bilhetes de teatro, acessórios para o computador. Já comprei um creme hidratante nos EUA, que demorou 3 dias para chegar em Paris. Ah, também comprei um fogão no site do Ponto Frio que chegou em 24 horas, entrega no Brasil, lógico.

What to Tee: as camisetas das minhas viagens.

What to See: com a chegada do frio o escurinho do cinema é pedida certa. Esta semana fui ver Uma verdade inconveniente e The Queen.

What to TV: Depois da bofetada do filme de Al Gore, ainda encarei um documentário muito comovente na TV chamado La Terre vue du ciel (A Terra vista do céu), sobre o mesmo tema: a destruição do planeta pelo bicho-homem. Depois desses dois filmes, estou gastando menos água no banho e para lavar a louça.

What to Listen: Nesses últimos dias, tudo o que conseguir baixar de Titãs e Paralamas do Sucesso.

What to Read: Estou lendo dois livros ao mesmo tempo: The Ballad of the Sad Café, de Carson McCullers, e Mentes Inquietas, de Ana Beatriz B. Silva, sobre DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Este último me consolou muito. A autora diz que o cérebro humano ainda está em evolução. Ah, então está explicado...

Atualização em 05/11/2006, às 17 horas

Respondendo ao Tertu:

Eu não me deixei influenciar, ao contrário: eu me identifiquei com a personagem (não a Miranda Priestly, bem entendido!). Nos tempos da faculdade de Jornalismo fui uma riponga: usava cabelão, saião, sandalhão. Cresci ouvindo minha mãe execrar a Brigitte Bardot (BB = bonita e burra), e eu queria ser uma intelectual. Até que  cortei o cordão umbilical e vi que não era bem assim que a banda tocava.

Quando fui aprovada no concurso para o Itamaraty, tive que "progredir", vamos dizer assim, pois na avaliação de desempenho profissional existe o tópico "apresentação pessoal". Eu não ia morrer neste quesito, não é mesmo?



Escrito por Teresa Abreu às 09h15
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Finados

Devia ter amado mais, ter chorado mais,

ter visto o sol nascer.

Devia ter arriscado mais e até errado mais,

ter feito o que eu queria fazer.

Queria ter aceitado as pessoas como elas são,

cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração.

O acaso vai me proteger

enquanto eu andar distraído.

O acaso vai me proteger

enquanto eu andar.

Devia ter complicado menos, trabalhado menos,

ter visto o sol se pôr.

Devia ter me importado menos com problemas pequenos,

ter morrido de amor.

Queria ter aceitado a vida como ela é,

a cada um cabe alegrias e a tristeza que vier.

O acaso vai me proteger

enquanto eu andar distraído.

O acaso vai me proteger

enquanto eu andar.

Devia ter complicado menos, trabalhado menos,

ter visto o sol se pôr.

AFP/Mychele Daniau

O dia de Finados pode ser uma ótima oportunidade para refletirmos sobre o que estamos fazendo da nossa vida. Depois, não vai adiantar nada se lamentar pelo que não foi ou não fez.

Para ouvir a música, clique no título Epitáfio neste site aqui.



Escrito por Teresa Abreu às 06h48
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Meu perfil
Moro na França, onde trabalho para o Governo brasileiro. Gosto de livros, arte e cultura. Sou jornalista, escritora, fotógrafa e especialista em Relações Internacionais

 

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