Deu tudo certo
Atualização: fotos de Mikonos e Delos já estão no fotoblog.
A gerente da agência da Air France onde JP é cliente ainda tentou nos embarcar no dia seguinte, e no outro, mas nós finalmente desistimos da viagem, estressados que estávamos com diversas idas e vindas ao aeroporto.
No entanto, eu já tinha um bilhete de trem para ir a Itália, para a volta do México. Telefonei para a minha amiga e perguntei sobre seu projeto de férias e ela estava muito chateada, pois tinha previsto ir para a Espanha, mas desistiu não me lembro porque, e queria ir para Atenas, mas o amigo na casa de quem pretendia ficar não tiraria férias e ela não teria companhia. “- Opa!!! Vera, você já tem companhia. Eu posso ir para a Grécia com você. Pergunta ao seu amigo se ele aceita mais uma pessoa.” No mesmo dia Vera me retornou a ligação, com o sim do Helder, meu colega de ministério, com quem, no entanto, não tinha intimidade.
Apesar de estarmos em altíssima temporada, e a Grécia ser muito procurada no verão por suas praias deslumbrantes, tudo foi dando certo. Pesquisei vôo Paris-Atenas e Vera pesquisou Milão-Atenas. A segunda opção era muuuuuito menos cara e eu troquei a data de partida do trem.
Queríamos ir à ilha de Zakynthos e Helder telefonou para o hotel onde ele já tinha estado. Havia um quarto vago. Precisávamos, então, alugar um carro. Fomos a uma locadora e um Ford Fiesta nos esperava. A maior parte da sinalização nas estradas está escrita... em grego, e o risco de perdermos a entrada para o porto era enorme: acertamos o caminho. Chegando à ilha, quem disse que lá as ruas têm nome? Nós acertamos o hotel. Na volta, estava eu no volante, enlouquecida com a mania que os gregos têm de dirigir pelo acostamento, quando meu celular toca. Vera atendeu, era a filhinha contando que viu na televisão que houve um terremoto de 6.9 no México. Sem vítimas, graças a Deus, mas vai saber.
Quando decidimos ir a Mikonos as portas foram se abrindo com a mesma facilidade: hotel em excelente localização, passagens nos barcos nos horários que queríamos.
E foi assim que, com mudança de companhia e de geografia, cumpri meu roteiro inicial de férias: visitas a sítios arqueológicos e muita praia.
As impressões sobre a Grécia ainda vão habitar minha memória por muito tempo. Foram três semanas de deslumbramento com tanta riqueza cultural e histórica, tanto mar, tanto sol, tanta comida boa, tanta gente bacana.
Escrito por Teresa Abreu às 16h20
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Deu tudo errado
Quando a coisa não é para ser, não tem jeito. Na minha partida para o México, tudo concorreu para que chegássemos atrasados ao aeroporto, e perdêssemos o avião. Primeiro, ao chegarmos ao terminal do ônibus da Air France que faz o trajeto Gare Montparnasse-Charles de Gaule, havia uma fila descomunal, mas o ônibus estava lá. No momento em que eu ia embarcar, o motorista avisou que o ônibus estava lotado, que eu esperasse o próximo, que chegaria em 15 minutos. Tudo bem, tínhamos tempo. O outro demorou meia hora. Tudo bem, éramos os primeiros da fila. Compramos os últimos bilhetes de ida e volta, o que nos garantiu uma economia de 6 Euros. Outras pessoas também queriam o bilhete de ida e volta e algumas esbravejaram quando o motorista avisou que não tinha mais. Uma passageira queria viajar de graça, alegando que ela não ia ficar no prejuízo por culpa da Air France. E o tempo foi passando. Como não tem trocador nesse ônibus, é o próprio motorista que recebe os pagamentos. Por incrível que pareça, ninguém tinha o dinheiro na mão na hora de entrar no ônibus. Só lá dentro é que perguntavam quanto custava o bilhete e toca a procurar a carteira de dinheiro.
Fui ficando agoniada, mas finalmente a porta se fechou e o motorista deu partida. Não tínhamos andado 10 minutos, quando o motorista recebe uma chamada de rádio, da central, solicitando que sua rota fosse desviada para pegar passageiros de outra linha, porque o ônibus deles deu um problema que já não me lembro. E lá fomos nós fazer um trajeto diferente. E o tempo está passando.
Na Gare de Lyon, mais novela com os passageiros que não tinham o dinheiro na mão ou que queriam o bilhete de ida e volta. Nisso, começa a cair uma chuva fina. O tempo foi passando e a minha agonia, aumentando. A chuva apertou e o trânsito ficou cada vez mais lento. Quando finalmente conseguimos sair do centro da cidade desabou um temporal daqueles e o trânsito parou de vez.
E foi assim que quando chegamos ao aeroporto o check-in estava encerrado, os passageiros da fila de espera haviam tomado nosso lugar e nós olhávamos incrédulos para a cara dos funcionários da Air France.
Escrito por Teresa Abreu às 16h12
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