Quatro dias em Cannes passam rápido demais
Domingo, 04/06/2006
Estou hospedada num hotel na parte velha da cidade, numa rua que leva ao Vieux Port. Cheguei ontem às 21 horas, cansada da viagem de 5 horas trem. Às 23 horas, quando voltava da lanchonete, as ruelas de Le Suquet fervilhavam. Lojas abertas, restaurantes lotados de estrangeiros, sobretudo americanos, alemães e italianos.
As mulheres italianas são esnobes: maquiadíssimas e de salto alto, vestidos esvoaçantes ou calças brancas justíssimas para realçar o bronzeado. As alemãs são mais descontraídas e as americanas são largadas mesmo.
Depois do café-da-manhã vou ao Office de turisme pegar um mapa da cidade.
Segunda-feira, 05/06/2006
No quarto ao lado, onde na primeira noite havia um casal oriental, agora tem uma brasileira e seu marido de nacionalidade não identificada. Eles se comunicam em português. No café da manhã eles dividiram a mesa com um casal alemão, de Colônia, e falavam em inglês.
O dia amanheceu nublado. Como hoje os museus estão fechados e eu já fiz o passeio de trenzinho pelo centro histórico, acho que vou fazer, agora de manhã, o passeio de trenzinho pelos palácios e cassinos, e torcer para o sol aparecer à tarde.
Ontem à noite fui ao cinema assistir Marie-Antoinette.
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Não resisti e me apresentei à brasileira. Ela é de Santa Catarina e seu marido é alemão, de Zurich. Hoje é aniversário dela e ela me convidou para jantar com eles. Eu disse que não queria incomodar, mas ela insistiu. Agora não sei o que fazer. Provavelmente daqui a pouco ela vai bater na minha porta.
O hotel onde estou é muito simples, não tem nem classificação, ou seja, não tem nenhuma estrela. No entanto, está lotado. O corredor lembra um pouco o do filme In the mood for love. E o banheiro é coletivo, coisa de Europa. Mas está sempre limpinho, graças a Deus.
Estou protegendo a pele com um filtro solar fator 30. Menos as costas, que estão ardendo. Hoje pedi a uma mulher para passar creme nas minhas costas. Fiquei morrendo de vergonha, mas preferi o mico do que ficar com queimaduras e depois não conseguir dormir. Esqueci de dizer: o sol voltou à tarde e eu fui para a praia às 15 horas.
Terça-feira, 06/06/2006
Minha vizinha de quarto chama-se Giane e seu marido, Eric. Ele fabrica barcos em Florianópolis e os comercializa na Europa. Ela é surfista e escreve para revistas de surf. Como ele partiu cedo a uma cidade próxima, Giane passou o dia comigo. Programa único: praia.
Não fui jantar com eles ontem. Deixei um bilhetinho na porta e fui sentar num bar para tomar cerveja. Sozinha. Fiquei sabendo que ela convidou uns americanos pra jantar e o Eric não gostou, porque os americanos falavam alto demais. Dei risada.
Amanhã é meu último dia. A filhinha telefonou há pouco e disse que fez sol em Paris, mas teve também um vento gelado. Saco. Puxa, devia ter vindo antes para Cannes. Essa vida de farniente é muito boa. Quinta-feira volto ao trabalho e não me sinto completamente em forma. A cicatriz arde se eu ando muito.
Quarta-feira, 07/06/2006
Acabaram-se meus 4 dias de détente na Côte d'Azur. Delícia. Praia, salada e cerveja todos os dias. A volta a Paris se anuncia penosa: troquei meu bilhete do trem de 18 horas para o de 16:40 para chegar em casa mais cedo e eis que um problema na via férrea deteve o trem por mais de uma hora na estação San Raphaël. Ai, que raiva!
Para piorar meu humor, tem duas japonesas sentadas ao meu lado que não páram de falar... ALTO. Quando o controller passar, vou perguntar se tenho direito ao reembolso da diferença que paguei para voltar mais cedo. Ai, que raiva!

Praia pequena, mas deu pro gasto. Mais fotos no fotoblog.