La vie est belle !
(de l'étonnement d'être vivante)


Eu não estou acreditando

 

Acabo de ler no The Sunday Times que um pedaço da Amazônia brasileira, maior do que a cidade de Londres, foi vendido a um milionário sueco de 43 anos.

 

Como assim? Quem vendeu 1.618 km2 de território brasileiro a um estrangeiro? Isso não pode! A Constituição brasileira (este documento ainda tem validade?) diz que o território é um bem da União. A União somos nós, os brasileiros! 

 

Diz a reportagem que a prática faz parte de uma nova “moda” entre empresas e milionários estrangeiros: o colonialismo “verde”, ou ecológico. Simples: se os países em desenvolvimento não têm condições de preservar suas reservas ambientais, então eles compram esses espaços não para explorar – longe disso! – mas unicamente para proteger da depredação.

 

Isso só pode ser piada !!!



Escrito por Teresa Abreu às 13h35
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Para mim, chega!

 

Desde que tirei meu título de eleitor, aos 18 anos, eu acreditei que cidadania se exercia pelo voto, que a minha contribuição era importante para melhorar o Brasil. A partir de 1979, quando foi criado o Partido dos Trabalhadores, fui sua eleitora fidelíssima. Nunca votei em outro partido, e por três vezes votei em Lula para presidente, fiz campanha, vesti a camisa.

 

Agora chega. Depois de ler, ano passado, nos jornais brasileiros e franceses as notícias sobre o mensalão; depois de assistir o vídeo Falcão - meninos do tráfico; depois de ver a dança da deputada federal petista, Ângela Guadagnin,  eu decidi anular meu voto.

 

Segundo a legislação brasileira, se a eleição tiver 50% +1 de votos nulos, o pleito é anulado, novas eleições são convocadas imediatamente e OS CANDIDATOS CONCORRENTES SÃO IMPOSSIBILITADOS DE SE APRESENTAR NA NOVA ELEIÇÃO!!!

 

Para anular o voto, basta digitar na urna eletrônica 00 e confirmar. Desse modo, você não vota em branco, para dar legenda a qualquer dos partidos concorrentes. Confira na simulação aqui.

 

Se anulo meu voto e convido você a fazer o mesmo é porque eu aprendi na minha infância a amar o meu país. Meu pai era tão patriota que só tomava guaraná, por ser produto nacional.

 

Pode me chamar de sonhadora, mas eu acredito que um dia os brasileiros vão sair de seu histórico conformismo, vão descruzar os braços e promover uma revolução cívica nesse país.



Escrito por Teresa Abreu às 13h37
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Confusa

 

Estava hoje descansando no intervalo do almoço, quando me veio à mente uma lembrança. Há 10 anos uma mulher me disse dentro de um ônibus interurbano Rio-Brasília que a cada oito anos a nossa vida dá uma virada. Bom, é preciso ter algumas dezenas de anos para verificar a veracidade de tal afirmação. No que me diz respeito, ela tem razão. Senão, vejamos: casei-me aos 22 anos, divorciei-me aos 30, mudei-me para Brasília aos 38 e aos 46 vim para Paris.

 

Esses períodos não podem, no entanto, ser compartimentados, como se fossem estanques, ao contrário. Se é possível fazer uma avaliação, esta é de que cada momento foi uma preparação para o seguinte, mesmo que eu ainda não soubesse para que serviria uma certa atividade.

 

Explico. Nos últimos anos do meu casamento, pus-me a aprender francês. Comprei os fascículos da Editora Globo, C’ est facile, e me dediquei, durante mais de dois anos, a estudar o idioma todo santo dia. Eu mesma não saberia dizer, na época, porque fazia aquilo, pois não tinha qualquer expectativa quando à utilização do francês. Só vim a lançar mão daquela base 16 anos mais tarde, quando cheguei a Paris e consegui me virar!!!

 

O francês foi só um exemplo. Poderia dar outros, de coisas que fiz pensando somente em matar o tempo e que vieram a me servir depois.

 

O que quero dizer é que estou num momento de coisas aparentemente sem sentido. E vou levando... Talvez, lá na frente, eu tenha alguma explicação.

 

Ou não... Afinal, o que seria a vida sem os imprevistos? Consegui me fazer entender? Se não, deixa pra lá, nem eu estou entendendo...



Escrito por Teresa Abreu às 16h24
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Não, não estou me despedindo do blog. Eu acho.

Estou me despedindo de uma certa Teresa, de um certo estilo de ver e de falar.

Não que esteja chegando ao fim, loooooooonge disso.

É mais certo dizer que uma nova Teresa está nascendo e ainda não sei interpretá-la. Ou, pior, ou, melhor, uma antiga Teresa está renascendo das cinzas (afinal, sempre me comparei à Fênix), e ainda não sei administrá-la.

Por falar nela, olha a Fênix renascendo na minha pele!



Escrito por Teresa Abreu às 19h30
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O "ADEUS" DE TERESA

 

 

A VEZ PRIMEIRA que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus...
E amamos juntos... E depois na sala
"Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala...

 

E ela, corando, murmurou-me: "adeus."

 

Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus...
Era eu... Era a pálida Teresa!
"Adeus" lhe disse conservando-a presa...

 

E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"

 

Passaram tempos... sec'los de delírio
Prazeres divinais... gozos do Empíreo...
...Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse — "Voltarei! ... descansa! ..."
Ela, chorando mais que uma criança,

 

Ela em soluços murmurou-me: "adeus!"

 

Quando voltei... era o palácio em festa! ...
E a voz d'Ela e de um homem lá na orquestra
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei! ... Ela me olhou branca... surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa! ...

 

E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"

Castro Alves

São Paulo, em 28 de agosto de 1868

 



Escrito por Teresa Abreu às 17h24
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Viva nós!!!

 

 

Parabéns, mulherada querida!



Escrito por Teresa Abreu às 14h50
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Cenas de Paris

O papelzinho, devidamente mijado, diz: Favor não deixar seu cão fazer xixi nesta parede!

 



Escrito por Teresa Abreu às 19h03
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Não rolou

Não, eu não fui para Veneza. Poucas horas antes de embarcar para Milão a minha amiga me telefonou dizendo que não poderia viajar porque a filha dela estava passando muito mal e precisaria ir ao médico na segunda-feira. Ainda perguntei se ela queria que eu cancelasse minha ida para Milão, mas ela disse que não, que gostaria que eu fosse, ao menos para fazer-lhe compahia.

Acabei ficando em Milão, peregrinando por hospitais. O plantonista de um dos melhores hospitais da cidade nos deixou plantadas de 10 da noite às 5 da manhã, sem apresentar, no final, nenhum diagnóstico. Durante 7 horas eu e Vera pusemos o papo em dia, mas foi uma madrugada tensa.

Elas embarcaram para o Brasil, porque vocês podem não acreditar, mas os nossos médicos são maravilhosos perto da falta de humanidade dos seus colegas italianos.

Não faz mal. Outros carnavais virão. Eu espero, ao menos, ter sido útil à minha amiga.

Praça do Duomo

P.S. Vou passar uns tempos sem postar. Estou me sentindo vazia.



Escrito por Teresa Abreu às 21h22
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Meu perfil
Moro na França, onde trabalho para o Governo brasileiro. Gosto de livros, arte e cultura. Sou jornalista, escritora, fotógrafa e especialista em Relações Internacionais

 

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