La vie est belle !
(de l'étonnement d'être vivante)


Feliz como pinto no lixo

Lembra dos meus votos de ano novo? Pois é, estou indo cumprir um: hoje à noite embarco para Milão, onde me encontro com minha amiga Vera Cardoso. Juntas, vamos para o carnaval de Veneza.

Por falar em votos, um deles dizia que queria ter pelo menos uma amiga em Paris. Ainda não consegui não. Então, no final do ano passado telefonei para a Vera dizendo-lhe que ia passar uns dias na casa dela e confessei-lhe o motivo: tô precisando da minha amiga. Demos muitas gargalhadas quando ela contou que fez a mesma lamentação lá em Milão. Diz que rezou assim: "Meu Deus, eu preciso de uma amiga como a Teresa!"

Como eu, Vera é do Itamaraty. Em Brasília, trabalhávamos em setores diferentes e talvez nunca tivéssemos nos encontrado se não fossem as viagens presidenciais. Ela trabalhava no cerimonial e eu, na assessoria de comunicação social. Quando o presidente da República vai a outro país fazer uma visita de Estado, uma equipe sai com dez dias de antecedência para preparar a chegada do homem. Essa equipe chama-se escalão avançado (ESCAV).

Parêntese: antes que alguém leia isso e diga que o ESCAV é dinheiro público jogado fora, aviso que é graças ao trabalho da assessoria de imprensa do Itamaraty que os jornalistas têm sala de imprensa funcionando quando chegam, esbaforidos, querendo tudo à mão para cobrir a viagem presidencial. O serviço do cerimonial dispensa comentários. Fecha parêntese.

Eu e Vera nos conhecemos no avião que nos levou a Hannover, Alemanha, em 2000, e nos tornamos inseparáveis. Ela me telefonava: "Teresa, estou indo à manicure. Você não quer ir lá também, pra gente papear?"  Ou: "Vera, vamos ao supermercado?" Lá íamos nós, desde a boate à igreja. A ponto de um dia a filha dela ter uma crise de ciúmes. Começou a gritar comigo, dizendo que tinha deixado de viajar com o namorado para fazer companhia pra mãe, e eis que...

Até a semana que vem, então...

Foto: Affinity Worldwide Photo Library



Escrito por Teresa Abreu às 06h59
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Meu blog está fazendo um ano. Comecei sem saber direito o que era, ou para que servia. Nunca imaginei que iria conhecer tanta gente, fazer tantas novas amizades, interagir com pessoas de vários cantos do mundo.

 

Até aqui, tem sido muito bacana. Passei a ter com quem compartilhar os acontecimentos da vida francesa que me chamam a atenção e, pensando naqueles que me acompanham, procuro me aprimorar, tanto no texto como na técnica: a máquina fotográfica digital e o tripé foram adquiridos para enriquecer este espaço. Foi, por exemplo, graças ao tripé que pude fazer aquela foto da lua, em plena madrugada. A luz do quarto estava apagada e deixei a lente aberta muito tempo para entrar luz suficiente. Se fosse na mão não ia dar, ia sair tremida. E a foto ficou linda! (sem falsa modéstia) 

 

Também, comprei um livro que se chama "HTML pour les nuls", quer dizer, para os zeros à esquerda, como eu. Continuo super ignorante em linguagem HTML, mas sou muito orgulhosa de ter aprendido a fazer um hyperlink, por exemplo, para o meu primeiro post

 

Ter um blog não é fácil todo o tempo. Se você desaparece por uns tempos, as pessoas cobram, se preocupam (principalmente depois do sumiço do Roberto Ibanhez, que, como se soube depois, partiu para a outra dimensão). Não é sempre que tenho assunto (sim, em Paris também se leva uma vida rotineira, tipo casa-trabalho-casa, supermercado, roupa na máquina e faxina no fim-de-semana), ou  estou com bom humor para escrever. 

 

O problema maior ultimamente tem sido a falta de tempo. Com a mudança de chefia, tenho trabalhado bastante, demais até. Ainda estou tateando na minha nova função, e aprender, é sabido, demanda uma energia enorme – principalmente para os perfeccionistas, como eu, que prefiro morrer a cometer numa falha. 

 

Terminando – porque ninguém tem paciência para post muito grande, quero deixar aqui o meu “muito obrigada” a todos os que visitam, comentam e têm tido paciência com o meu retorno escasso. Acreditem: eu me sinto muito mal. Mas o tempo, que dá jeito em tudo, vai consolidando as novidades e me deixando mais livre para cultivar os preciosos amigos que ganhei nesse maravilhoso cybermundo.



Escrito por Teresa Abreu às 09h00
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Sem palavras

Eu deveria estar lá, de férias...



Escrito por Teresa Abreu às 10h23
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Apagando velinha(s)

 

 

Inteligente, dono de um espírito analítico, devotado e perfeccionista ao extremo, o aquariano é um ser em permanente mutação. Explorador da alma, ele vai em busca de novas descobertas, novas experiências e adora conhecer novos lugares.  Dizem que é frio, mas não é bem assim: ele é sobretudo um introvertido e comporta-se com muita dignidade. Na verdade, o aquariano tem necessidade de se comunicar, mesmo que não se exponha muito. E é muito independente no amor. Dono de uma intuição aguda, precisa aprender a controlar a sua irritabilidade.

 

Esse prólogo astrológico serve para dizer que cheguei num domingo de Carnaval às 8 horas da manhã, em Niterói. Minha mãe atravessou a baía de Guanabara levando o barrigão - que não devia ser tão grande assim, porque ela disse que eu nasci com 2 kg e cabia dentro de uma caixa de sapato. A família dela é papa-goiaba. Nasci no Hospital Antônio Pedro, mas quem cuidou de mim foi minha bisavó materna, que era parteira.

 

Fui criada na Tijuca, e, embora pensasse em viajar (fazendo juz ao astrólogo que escreveu aquilo lá em cima), nunca nunquinha pensei em morar fora do Rio de Janeiro. Até que a vida me levou para Brasília, e agora, Paris. As outras viagens (Espanha, Equador, Alemanha, Canadá, Coréia do Sul, Indonésia, África do Sul, Angola), sempre curtinhas, foram a trabalho ou para estudar.

 

Estou felicíssima na França, mas ninguém se engane: sou bairrista e, apesar de ter pressão baixa e suportar mal o calor, tenho certeza de que não existe lugar mais lindo e gostoso de morar do que o Rio e é para lá que volto meu pensamento sempre que bate uma tristeza…

 

Devo comemorar com uma taça de champagne, mas se você for tomar aquele choppinho estupidamente gelado, faça um brinde ao meu aniversário!



Escrito por Teresa Abreu às 13h58
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Porca miséria

Elisa e eu estamos felicíssimas. Hoje a temperatura máxima chega aos 11 graus!!! É a festa para as cariocas!!! Nem damos bola pra chuva.

Aliás, no hemisfério Norte, sempre esquenta quando chove, ao contrário do Brasil. Observei esse fenômeno pela primeira vez quando estive no Canadá, em janeiro de 2003, portanto, pleno inverno. Minha anfitriã me explicou que as nuvens da chuva impedem o avanço da massa de ar frio, que desce do Pólo Norte.

Pensando bem, no Brasil deve dar-se o mesmo fenômeno, mas no sentido invertido: as nuvens impedem a massa de ar quente. Bem, o importante é que estamos aqui curtindo o nosso mísero quentinho.

                    PARIS, France

Nuages dispersés. Frais. 11 °C
Nuages dispersés. Frais.



Escrito por Teresa Abreu às 14h55
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Mea culpa

Por respeito às pessoas que já comentaram, não vou deletar o post de ontem, mas retiro o que escrevi sobre Danuza Leão. Ontem eu apenas começava a ler o livro e fiz um julgamento precipitado, baseado no relato de seus anos de juventude.

Hoje mudei totalmente de opinião. Acordei às 8 horas, tomei café e me espichei no sofá da sala para continuar a leitura. Só terminei às 16h20, após ter chegado à última página.

Danuza é uma mulher de seu tempo, um tempo em que as mulheres não eram preparadas para o mercado de trabalho, mas para o casamento. Felizmente para ela, era também um tempo em que a ditadura do diploma não tinha ainda se instaurado e uma pessoa, homem ou mulher, podia ser bem-sucedida profissionalmente graças ao talento e à… inteligência. Foi o caso dela.

E eu, que desconhecia totalmente a vida dela (e nunca havia lido nada escrito por ela), falei uma grossa bobagem.

Isto posto, volto ao assunto da inteligência. Concordo que o amor é cego, mas, confesso: eu não conseguiria me envolver com alguém com quem não pudesse manter um diálogo. Para amar um homem, eu preciso admirá-lo, e o que mais admiro é a inteligência. Músculos torneados e cara de modelo não me atraem, mas um espírito fino me derruba. Pode ser um defeito, com certeza é restritivo, mas sou assim...



Escrito por Teresa Abreu às 16h05
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Vai entender!!!

Tenho aqui diante de mim dois livros: Quase tudo, de Danuza Leão (Companhia das Letras), que estou lendo, e Minha razão de viver, de Samuel Wainer (Planeta), que li duas vezes. Nada mais distante, mais desconectado, mais nada-a-ver do que esses dois autores.

E no entanto, eles foram casados e fizeram três filhos!

Não consigo - e não conseguirei nunca! - entender porque os homens, por mais brilhantes que sejam (e Samuel Wainer é, para mim, um ícone: como ser humano, como jornalista e como brasileiro), se unem a mulheres de inteligência mediana, para não dizer, por humanismo cristão, de inteligência nenhuma.

     

Socorro!!! Meus amigos da ala masculina, me dêem uma luz!!!



Escrito por Teresa Abreu às 22h42
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Como se não bastassem as tragédias reais que a imprensa publica todos os dias, estou aqui de boca aberta com a enorme polêmica que está causando o entrevero entre os líderes do mundo muçulmano e os governos dos países da União Européia a propósito de umas caricaturas de Maomé publicadas num jornal dinamarquês no mês de dezembro passado.

Um chargista desenhou um muçulmano com um turbante em forma de bomba. Os seguidores de Maomé logo viram no desenho uma representação do próprio Profeta e se indignaram. Primeiro, porque entendem que Maomé não pode ser representado e o desenho, mais do que um insulto, seria uma blasfêmia. E depois, devido à clara associação do islamismo com o terrorismo.

O circo está pegando fogo. Os muçulmanos estão exigindo desculpas oficiais dos governos dos países que publicaram as caricaturas, inclusive a França. O editor do France Soir foi demitido, o que, por sua vez, causou a indignação dos jornalistas e dos parlamentares, que invocam a liberdade de expressão inscrita na Constituição dos países europeus. Em Damasco, as embaixadas da Dinamarca e da Noruega foram incendiadas hoje.

Eu estou espantadíssima com isso tudo.

Reuters - Luke MacGregor



Escrito por Teresa Abreu às 23h13
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Meu perfil
Moro na França, onde trabalho para o Governo brasileiro. Gosto de livros, arte e cultura. Sou jornalista, escritora, fotógrafa e especialista em Relações Internacionais

 

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